Mercado brasileiro de soja é aquecido com aquisições chinesas inesperadas

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Publicado sábado, 19 de outubro de 2019 as 16:49, por: CdB

A falta de compras dos EUA até aqui nesta semana mostra que a China não tem pressa para adquirir produtos norte-americanos após a Fase Um do acordo comercial, anunciada na semana passada.

 

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

 

O mercado brasileiro de soja foi aquecido, ao longo da última semana, com a visita dos importadores chineses, que passaram ao largo do anúncio da Casa Branca de que a China concordou em comprar até US$ 50 bilhões em produtos agrícolas dos EUA, anualmente, durante as negociações comerciais ocorridas na semana passada.

Dois operadores disseram à agência inglesa de notícias Reuters que a China encomendou ao menos oito carregamentos, ou 480 mil toneladas, com valor de US$ 173 milhões, de soja brasileira desde segunda-feira. Embora o Brasil seja o maior fornecedor de soja para a China, grandes compras do produto brasileiro são incomuns nesta época do ano.

A falta de compras dos EUA até aqui nesta semana mostra que a China não tem pressa para adquirir produtos norte-americanos após a Fase Um do acordo comercial, anunciada na semana passada e que o presidente dos EUA, Donald Trump, espera que seja assinada no próximo mês.
Trump disse, numa mensagem em uma rede social, que a China já começou a fazer compras agrícolas nos EUA.

Pouco apetite

No entanto, três exportadores de soja norte-americana disseram que não houve vendas dos EUA para a China desde as negociações da semana passada em Washington, e que nenhuma compra chinesa foi confirmada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês).

— Eu não tive nenhuma sondagem sobre (embarques dos) EUA. Havia alguns barcos para novembro comprados no Brasil e vários outros da nova safra sul-americana, mas nada aqui — disse um dos exportadores.

Exportador

Outro exportador dos EUA disse que uma queda no valor da soja brasileira gerou nova demanda de compradores que por mais de um ano foram incapazes de importar, lucrativamente, o produto norte-americano, a não ser que contassem com isenções tarifárias.

As empresas estatais Cofco e Sinograin, que estão isentas das taxas retaliatórias de 25% sobre as importações dos EUA, têm “pouco apetite” para comprar, a menos que os preços nos EUA caiam ainda mais, concluiu um segundo exportador norte-americano.

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