Metrô de Hong Kong é atacado com coquetéis molotov

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Publicado sábado, 12 de outubro de 2019 as 15:47, por: CdB

Coquetéis molotov foram atirados dentro de uma estação de metrô em Hong Kong, neste sábado.

Por Redação, com Reuters – de Hong Kong

Coquetéis molotov foram atirados dentro de uma estação de metrô em Hong Kong, neste sábado, mas ninguém ficou ferido, disse o governo, enquanto manifestantes pró-democracia foram mais uma vez às ruas irritados com o que acreditam ser uma tentativa de Pequim de aumentar o controle sobre a cidade.

Metrô de Hong Kong é atacado com coquetéis molotov, em mais um dia de protestos
Metrô de Hong Kong é atacado com coquetéis molotov, em mais um dia de protestos

A estação de Kowloon Tong foi seriamente danificada no ataque, disse o governo em um comunicado. Em seguida, a polícia foi deslocada às ruas de Kowloon e dentro de várias estações de metrô.

Centenas de manifestantes, muitos jovens e usando máscaras, marchavam em Kowloon naquele momento e se dirigiam a um distrito próximo à estação de Kowloon Tong.

“Não é crime cobrir nossos rostos, não há motivo para lei (anti-máscara)”, cantaram manifestantes. “Tenho o direito de usar máscaras!”.

O governo de Hong Kong introduziu leis emergenciais que datam da era colonial semana passada para proibir o uso de máscaras nos rostos em protestos públicos, uma medida que gerou alguns dos piores atos violentos desde o começo da inquietação, em junho.

Alguns manifestantes levantaram barricadas nas ruas usando latas de lixo públicas e barreiras preenchidas com água usadas para o controle do tráfego e segurança.

Conflitos

Em outros locais, manifestantes colocaram fogo a um escritório do governo em Kowloon e vandalizaram lojas e estações de metrô, disse o governo.

Não houve conflitos entre manifestantes e policiais e, ao cair da noite, os manifestantes haviam se dispersado em pequenos grupos espalhados por Kowloon.

Os protestos de Hong Kong começaram em oposição a uma lei de extradição, já abandonada, mas cresceram a um movimento pró-democracia que dura quatro meses e a uma válvula de escape à raiva pela desigualdade social na cidade, pólo financeiro da Ásia.

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