Microsoft lança ferramenta para analisar dados corporativos

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Publicado segunda-feira, 4 de novembro de 2019 as 13:06, por: CdB

A ferramenta visa ajudar empresas a criar sistemas que analisam grandes quantidades de dados para tomar melhores decisões de negócios.

Por Redação, com Reuters – de São Francisco

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira um novo serviço destinado a ajudar grandes empresas a usarem a enorme quantidade de dados armazenados em sistemas corporativos.

Microsoft lança ferramenta de computação em nuvem para analisar dados corporativos
Microsoft lança ferramenta de computação em nuvem para analisar dados corporativos

O sistema Azure Synapse, a ser apresentado em um evento na Flórida, faz parte da unidade de computação em nuvem da empresa, que impulsionou suas ações nos últimos cinco anos. A ferramenta visa ajudar empresas a criar sistemas que analisam grandes quantidades de dados para tomar melhores decisões de negócios, como verificar se uma campanha de marketing digital está direcionando mais tráfego para lojas e sites.

O Synapse visa resolver dois problemas para as empresas que constroem esses sistemas, disse Rohan Kumar, vice-presidente corporativo da Azure Data, em entrevista à agência inglesa de notícias Reuters.

Ferramentas diferentes

O primeiro é que as empresas precisam de ferramentas diferentes para analisar dados mantidos em sistemas como bancos de dados de clientes – onde nomes e endereços ficam em linhas e colunas organizadas e parecem uma planilha, em comparação com sistemas mais recentes, como ferramentas de monitoramento de sites, nos quais os cliques são registrados como uma longa sequência de números. A ferramenta Synapse foi projetada para lidar com os dois tipos de dados, disse ele.

Já o segundo é que o Synapse lida automaticamente com algumas das tarefas de construção de um sistema para analisar dados, reduzindo a quantidade de trabalho necessária dos programadores. Deutsch Bank e Unilever estão entre os clientes que testam o sistema, disse a Microsoft.

Banco Inter vai lançar “super app”

O Banco Inter, que teve um rápido crescimento graças às suas contas correntes digitais gratuitas, se prepara para lançar na próxima quinta-feira um aplicativo para smartphone que oferece entrega de alimentos e serviços de transporte compartilhado, disse o presidente-executivo da instituição à Reuters.

Recém-transformado em um banco digital, o Inter viu seus depósitos dispararem nos últimos anos, mas ainda continua sendo uma instituição financeira de pequeno porte na maior economia da América Latina.

Espera-se que o “super app” atraia mais clientes, levando-os a pegar mais empréstimos, disse João Vitor Menin, integrante de uma importante família do ramo imobiliário brasileiro e que reinventou um tradicional banco em uma fintech há cinco anos.

A iniciativa do banco fundado há 25 anos de lançar um aplicativo que permita aos clientes reservar ingressos de cinema e hotéis testará a crença de que os consumidores brasileiros estão ansiosos por um aplicativo único para seus smartphones, semelhante aos super apps que proliferaram na Ásia – incluindo alguns também financiados pelo SoftBank Group Corp.

– É incerto se os super apps prevalecerão no Brasil, mas isso pode acelerar a lucratividade do Inter – disse Tatiana Brandt, analista da empresa de pesquisas Eleven Financial, em entrevista, acrescentando que acha que muito do crescimento potencial do Banco Inter já está refletido no preço das ações.

O Banco Inter, no qual o SoftBank comprou uma participação de 14,9% no início deste ano por cerca de R$ 1,5 bilhão, representa a segunda maior aposta da América Latina do conglomerado japonês e seu único negócio de capital aberto na região após o aplicativo de entrega colombiano Rappi.

As units do banco, compradas a R$ 39,99 pelo SoftBank, chegaram subiram 75% nas semanas após o investimento inicial do grupo japonês em julho, mas depois perderam parte desses ganhos. Os papeis fecharam na sexta-feira cotados a R$ 51.

Embora o Banco Inter possua apenas R$ 6,8 bilhões em ativos, suas contas correntes gratuitas, uma novidade em um país onde a maioria das contas bancárias tem tarifas altas, atraíram 3,3 milhões de clientes até o final de setembro.

Isso é aproximadamente três vezes o nível do ano anterior e faz do Inter o emprestador digital do Banco Inter Brasil.

Embora o Banco Inter seja uma das poucas startups financeiras já lucrativas, ele ainda ganha dinheiro à moda antiga, concedendo empréstimos a consumidores em vez de oferecer inovações financeiras distintas dos bancos tradicionais.

Mais clientes

O banco espera fazer sua carteira de crédito crescer à medida que atrair mais clientes por meio do seu super app, disse Menin. O banco estima ter uma participação de mercado de 2% no número de clientes do país, enquanto sua participação de mercado em empréstimos foi de 0,2% em junho.

Uma parceria com uma empresa de processamento de cartões a ser criada em janeiro também deve trazer como clientes pequenas empresas, disse ele.

Depois que o novo aplicativo for lançado no final deste mês, o Banco Inter também espera ampliar um programa de cash back para atrair mais clientes ao oferecer a devolução parcial do valor das compras com varejistas que estão dentro do seu app.

No Brasil, os clientes bancários estão interessados principalmente em obter acesso ao crédito, disse Thiago Kapulskis, analista do Banco BTG Pactual, mas ele vê o super app como um potencial canal para novas receitas no futuro.

– O Brasil possui um grande número de telefones celulares, mas muitos dispositivos têm pouca memória – afirmou. “Portanto, um super aplicativo pode fazer sentido, pois as pessoas podem procurar apenas um aplicativo para fazer todas as coisas.”

Outros argumentam que as ações do Banco Inter, avaliadas em 6,2 vezes o seu valor contábil, já estão ajustadas as novidades que o banco terá. Em comparação, o Itaú Unibanco, o maior banco privado do Brasil, com R$ 1,69 trilhão em ativos totais, negocia 2,7 vezes o seu valor contábil.

– Embora o crescimento de clientes tenha sido impressionante, a capacidade do banco de monetizar clientes não é evidente – disse Jorge Kuri, analista do Morgan Stanley, em nota, comentando os resultados do banco no segundo trimestre. “As despesas ainda estão crescendo mais rapidamente que as receitas de forma significativa.”

A natureza multifuncional do aplicativo lembra a de várias startups asiáticas, incluindo a principal empresa de pagamentos digitais da Índia, Paytm, cujos executivos se sentaram pelo menos uma vez em uma reunião com o Banco Inter, intermediado pelo SoftBank, seu investidor comum.

Menin expressou otimismo em relação à aceitação do consumidor, dado o que ele descreveu como o gosto dos brasileiros por novas tecnologias. Mas ainda não está claro se os super apps serão tão amplos nas Américas quanto na Ásia, onde muitas pessoas gravitam em um único aplicativo para lidar com as tarefas diárias, de mensagens a mídias sociais e compras.

Muitas dessas plataformas, como o Wechat, da Tencent, e a Alipay, do Alibaba, surgiram como desafiantes aos bancos tradicionais, fornecendo serviços financeiros.

O lançamento do super app significa que, pelo menos no Brasil, o Banco Inter acabará de certa forma concorrendo com o aplicativo de entregas colombiano Rappi, o maior investimento do SoftBank na América Latina, que já oferece uma gama de serviços, incluindo serviços bancários básicos.

Google compra Fitbit

O Google comprará a Fitbit por US$ 2,1 bilhões, conforme a gigante da tecnologia corre atrás da Apple e da Samsung no mercado de rápido crescimento de acessórios pessoais conectados à Internet.

O Google disse na sexta-feira que vê uma oportunidade em produtos “Made by Google” no mercado e investir mais em tecnologia vestível. A empresa havia anunciado um acordo para comprar a propriedade intelectual do Fossil, relacionada à tecnologia de smartwatches no início deste ano.

“Acreditamos que o Google é um encaixe natural. Os amplos dados de saúde e de preparo físico, juntamente com os 28 milhões de usuários ativos na plataforma Fitbit, oferecem um valor tremendo”, escreveram analistas da Craig Hallum em nota.

A Xiaomi domina o mercado global de vestíveis, com fatia de mercado de 17,3% no segundo trimestre, seguida pela Apple. A Fitbit tem 10% do mercado, segundo dados da International Data.

Os dispositivos fitness da Fitbit monitoram os passos dos usuários, calorias queimadas e distância percorrida. Eles também medem a duração e qualidade do sono e a frequência cardíaca.

A Fitbit recebeu US$ 7,35 por ação, prêmio de cerca de 19% ao preço de fechamento das ações na quinta-feira.

A Fitbit disse que dados de seus usuários não serão usados para anúncios do Google. O Google disse que dará aos usuários do Fitbit a opção de revisar, mover ou excluir seus dados.

O Google, que defendeu suas práticas de privacidade após várias investigações regulatórias, disse que será transparente sobre os dados que coleta em seus dispositivos vestíveis.

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