Militar que transportava cocaína no avião de Bolsonaro é ouvido na Espanha

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Publicado quarta-feira, 26 de junho de 2019 as 13:48, por: CdB

Um oficial da Aeronáutica foi preso por porte de cocaína em uma aeronave militar no aeroporto da cidade espanhola de Sevilha, onde o presidente Jair Bolsonaro faria escala.

Por Redação, com Reuters –  do Rio de Janeiro/Madri

Um militar da Aeronáutica foi preso na terça-feira por porte de drogas em uma aeronave militar no aeroporto da cidade espanhola de Sevilha, onde o presidente Jair Bolsonaro faria escala na viagem rumo ao Japão para participar de cúpula do G20.

Torre do aeroporto de Sevilha, no sul da Espanha

De acordo com o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, o militar detido é suspeito de envolvimento no transporte de entorpecentes, e foi determinada a instauração de um Inquérito Policial Militar para apurar os fatos.

Uma fonte da polícia espanhola disse à agência inglesa de notícias Reuters que agentes encontraram 39 quilos de cocaína em três bagagens que foram verificadas no aeroporto de Sevilha enquanto o avião aguardava para seguir viagem rumo ao Japão.

Tripulação de apoio

De acordo com jornais do Brasil e da Espanha, o militar envolvido no caso seria um sargento da Aeronáutica que faria parte da tripulação de apoio da viagem de Bolsonaro, mas autoridades de ambos os países não confirmaram a informação de imediato.

O presidente Jair Bolsonaro, que faria escala em Sevilha mas acabou mudando a parada para Lisboa, publicou mensagem no Twitter dizendo ter sido informado pelo ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, da apreensão do militar portando entorpecentes.

Bolsonaro disse ter determinado ao ministro “imediata colaboração com a polícia espanhola” na investigação do caso.

Crime

“Caso seja comprovado o envolvimento do militar nesse crime, o mesmo será julgado e condenado na forma da lei”, acrescentou o presidente na publicação.

A agenda original da viagem de Bolsonaro ao Japão mostrava que o avião presidencial faria escala em Sevilha na noite de terça-feira, mas uma nova agenda divulgado após o caso do militar mostrou escala em Lisboa, e não mais na cidade espanhola.

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