Ministério Público cumpre mandados em escritório do deputado Ricardo Barros

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Publicado quarta-feira, 16 de setembro de 2020 as 13:52, por: CdB

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) cumpriu na manhã desta quarta-feira oito mandados de busca e apreensão em Curitiba, Maringá, Paiçandu, no Paraná e em São Paulo. Um dos mandados foi cumprido no escritório do líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado federal Ricardo Barros (PP-MA), em Maringá.

Por Redação, com ABr – de Brasília

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) cumpriu na manhã desta quarta-feira oito mandados de busca e apreensão em Curitiba, Maringá, Paiçandu, no Paraná e em São Paulo. Um dos mandados foi cumprido no escritório do líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado federal Ricardo Barros (PP-MA), em Maringá. O MP investiga crimes de lavagem de dinheiro e corrupção para facilitar negócio no ramo de energia eólica. As acusações são referentes ao ano de 2019, período em que Barros não era, ainda, líder do governo.

Deputado federal Ricardo Barros (PP-MA)
Deputado federal Ricardo Barros (PP-MA)

A investigação está a cargo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). De acordo com a assessoria do MP, as ordens judiciais, expedidas pela 12ª Vara Criminal da capital paranaense, estão sendo cumpridas num escritório de contabilidade e em outros três endereços comerciais, além de quatro residências.

“A investigação no Ministério Público do Paraná foi iniciada a partir da remessa de peças por parte do Supremo Tribunal Federal, em novembro de 2019, decorrentes de colaboração premiada feita no âmbito da Operação Lava Jato. A apuração refere-se a fatos ocorridos entre o final de 2011 e o ano de 2014”, informou o MP.

Em nota, o deputado Ricardo Barros, que também foi ministro da Saúde durante o governo de Michel Temer, disse estar tranquilo e em total colaboração com as investigações. Barros disse ainda repudiar o que chamou de “ativismo político do Judiciário.”

“O parlamentar reafirma a sua conduta ilibada e informa que solicitou acesso aos autos do processo para poder prestar mais esclarecimentos à sociedade e iniciar sua defesa”, diz a nota.

Fraudes em Recife e Jaboatão

Supostas irregularidades em contratação de Organização Social de Saúde (OSS) para gerenciamento de serviços de saúde pelas Prefeituras do Recife/PE e de Jaboatão dos Guararapes/PE são o alvo, nesta quarta-feira da Operação Desumano. Os recursos liberados pelo Sistema Único de Saúde eram para medidas de combate à covid-19.

Na ação, que tem o apoio do Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Estado de Pernambuco (GAECO/PE), cerca de 80 policiais federais e 8 auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) estão dando cumprimento a um mandado de prisão temporária e 21 de busca e apreensão: 16 em Recife, três em Jaboatão dos Guararapes, um em Olinda e um em Paulista, também em Pernambuco.

Os levantamentos iniciais efetuados pela CGU e pelos órgãos parceiros identificaram irregularidades na execução dos valores. A empresa investigada foi favorecida pela dispensa de licitação em dois processos. Juntos, eles somam quase R$ 58 milhões. As análises e diligências efetuadas concluíram ainda que os municípios investigados contrataram a Organização Social para atuar na terceirização de serviços de saúde, sem que esta detivesse requisitos formais e capacidade operacional, patrimonial e financeira compatíveis com os serviços pactuados. “Há indícios de possível direcionamento, por parte de agentes públicos dos municípios, bem como possíveis pagamentos indevidos, mediante desvios de recursos na execução dos contratos”, explicou a PF.

Até agosto deste ano, Recife havia recebido, por meio do Fundo Municipal de Saúde, cerca de R$ 95 milhões para o enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente da pandemia do novo coronavírus e o município de Jaboatão dos Guararapes , cerca de R$ 32 milhões.

As investigações apontaram indícios de participação de grupo econômico já investigado na Operação Assepsia no Rio Grande Norte, o qual, segundo apurado, chefiava uma Organização Criminosa com atuação em vários estados brasileiros para o direcionamento de contratação de Organizações Sociais para a administração de hospitais.Os envolvidos podem responder pelos crimes de peculato , organização criminosa , falsidade ideológica e dispensa indevida de licitação, tudo isso sem prejuízo de outros delitos que venham a ser apurados no decorrer da investigação. Somadas as penas ultrapassam os 20 anos de prisão.

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