Ministro Ricardo Salles chama general Ramos de ‘Maria Fofoca’ e depois se diz arrependido

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Publicado sexta-feira, 23 de outubro de 2020 as 14:12, por: CdB

Foi o que bastou. Após escrever o que quis, disse o que não queria ao recuar do bombardeio à ala militar do governo. Diante da repercussão, Salles passou a falar em seu ‘respeito’ por militares e, em especial, ao general Ramos.

Por Redação – de Brasília

Ministro do Meio Ambiente, o empresário Ricardo Salles resolveu partir para a gozação a um general do Exército e depois da reação, foi levado a negar o que disse. Na manhã desta sexta-feira, Salles escreveu, no Twitter, mensagem na qual pedia que o o ministro-chefe da secretaria de Governo da Presidência da República, general Luiz Eduardo Ramos, deixasse de ser “Maria Fofoca“.

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Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles resolveu partir para a ofensa pessoal contra um colega do ministério, o general Ramos

Foi o que bastou. Após escrever o que quis, precisou dizer o que não queria e recuou da estratégia de bombardear a ala militar do governo. Diante da repercussão, Salles passou a falar em seu ‘respeito’ por militares e, em especial, ao general Ramos.

Salles está esticando a corda com a ala militar – conforme observou a jornalista e colunista do Globo Bela Megale nesse episódio -, não é de hoje. Desde que começaram os incêndios na floresta amazônica e no Pantanal, Salles está na linha de tiro da ala militar, que quer a substituição do ministro.

Brigadistas

Esse desejo tem se intensificado nos últimos dias diante da conduta do ministro. A mais recente envolve brigadistas do Ibama, que o ministério que Salles comanda mandou retornar às suas bases de origem, deixando o fogo arder na Amazônia e no Pantanal. O motivo alegado pelo ministério para o recuo dos brigadistas: falta de verba. O que é contestado dentro e fora do governo.

Ricardo Salles tem o apoio do presidente desde as primeiras polêmicas no governo, com desdobramento em críticas dentro e fora do governo, em especial entre especialistas em meio ambiente no Brasil e no mundo.

O ministro se mantém prestigiado por Bolsonaro até mesmo quando declara, publicamente, a intenção de aproveitar a pandemia para “passar a boiada” da desregulamentação para exploração do meio ambiente, prevalecendo interesses corporativos e privados.

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