quinta-feira, 17 de agosto de 2017 • ANO XVII • N° 6.416

7 Comments

  1. 7

    Marcia Eloy

    Esta frase é emblemática-“Nós que não mudamos de medo por termos medo de não mudar”. Todos os povos que não lutam por seus ideais,por seus direitos, acabam aprisionados por pessoas, empresas ou outros países, até o dia que acordam e partem para a luta que necessariamente pode não ser armada, como por exemplo India liderados por Gandhi, e direitos dos negros liderados por Luter King.

  2. 6

    Clovis Pacheco F.

    Que há de se admirar? Que a FRELIMO se corrompeu? Por que iria se comportar de modo diverso? Tem a faca e o queijo, mais o pão e o presunto! Por que não faria o sanduíche, e a seu gosto! Diante de si, a máquina da FRELIMO tem uma sociedade civil pouco organizada, como ocorre em quase toda a África. Quem vai reagir?
    E como é aqui no Brasil? O PT se comportou de modo diferente? Não está minado pela corrupção, de cima abaixo!
    É a tal de “lei de ferro das oligarquias”, de que falou Robert Michels, n começo do século XX! A burocracia que domina um partido que tem o Estado nas mãos se apossa de todos o Estado.

  3. 5

    Moçambicano

    Extractos de uma intervenção do filósofo moçambicano Severino Ngoenha (imagem em epígrafe) em trabalho do jornalista Emídio Beúla, inserto na edição do semanário “Savana” com data de hoje e intitulado “Estado moçambicano ficou dólar-crático”: “Quando vejo certas práticas a que se prestam certas elites moçambicanas, como acordos de parceria com empresas ou indivíduos sem escrúpulos, pergunto-me se o discurso é diferente do discurso de António Enes (…) todo o sistema de dominação do nosso povo contou sempre com a cumplicidade de grupos entre nós (…) Então, ao mesmo tempo que o número e a qualidade de carros carros de luxo aumenta na cidade (…) o número de pobres, de miseráveis, não cessa de aumentar (…) Se a questão é dinheiro, então somos mais baratos que os nossos predecessores. Temos de lembrar que uma espingarda no século passado era mais difícil de construir que um Mercedes hoje (…).”
    POSTED BY CARLOS SERRA AT 7/01/2011 12:45:00 AM

    Read more: http://oficinadesociologia.blogspot.com/2011/07/severino-ngoenha.html#ixzz20OJoDXBA

  4. 4

    O Kamykadze

    Essa é a realidade de moçambique narrada em poucas linhas, dolorosa realidade essa, o Guebuzismo vai se alastrando nesse país, voce até pode ver mas a liberdade de expressão é uma realidade muito divulgada e a minoria “FRELIMO” que detém o poder de tudo, dita as regras e a maioria só terá que cumprir. Dismandos e mais Dismandos! Os criadores da FRELIMO foram honestos e acabaram mortos por ter espírito de ajuda ao próximo. Existe muitos pobres, triste

  5. 3

    elias djive

    Sr. Ronaldo Rego, torna-se legitimo o seu discurso, vistoque nao sente o que o moçambicano pacato, não pertencente a FRELIMO sofre diretamente esta chacina perpetrado pelos empresarios-dirigentes moçambicanos. Não constitui uma verdade irrefutavel que todas as sociedades devem seguir, exatamente, os mesmos passos do desenvolvimento humano, se assim fosse, nao teriamos uma pobreza, greves constantes, na America Latina e em outros quadrantes terrestres. O parto doloroso pode ser evitado, ou ao menos atenuado.

  6. 2

    Adriano Ferrarez

    Muito bom esse texto de Boaventura Santos sobre a atualidade em Moçambique. As riquezas do país devem ser convertidas em melhorias para o conjunto da população expresso no desenvlvimento social de fato e não para o enriquecimento ilícito de uma elite política seja ela da direita ou da esquerda. Espero que o povo moçambicano se livre dos oportunistas que crescem em qualquer organização política seja a FRELIMO (com um grande histórico de luta contra a dominação colonialista) ou outra organização de esquerda. Infelizmente esse oportunismo tem marcado presença há muito tempo no Brasil.

  7. 1

    ronaldo rego

    A FRELIMO era um partido revolucionário, marxista, apoiado pela União Soviética, Ao vencer e ocupar o poder, o Estado passou a ter a organização típica do partido. São os comissários que mandam, agora enriquecidos, irão formar no futuro a “burguesia” e a elite de Moçambique.O mesmo aconteceu no Brasil, nos séculos XVII-XVII, com os ciclos açucareirose cafeeiros. Tivemos que formar uma elite dirigente, acumular capital, para iniciar nosso processo insdutrial no início do sec.XX.Ninguém escapa desse processo. Por isso fico surpreso com o artigo superficial escrito acima. Nenhuma nação nasce sem um parto doloroso e, às vezes, muito longo.

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