Moeda digital do Facebook enfrenta teste após desistência de grandes empresas

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Publicado segunda-feira, 14 de outubro de 2019 as 10:49, por: CdB

A criptomoeda libra, do Facebook enfrentou uma reunião crucial de apoiadores nesta segunda-feira.

Por Redação, com Reuters – de Londres/São Paulo

A criptomoeda libra, do Facebook enfrentou uma reunião crucial de apoiadores nesta segunda-feira, dias após o projeto de moeda digital sofrer um duro golpe quando as grandes empresas de pagamento desistiram da iniciativa.

Moeda digital do Facebook enfrenta teste após desistência de grandes financiadores
Moeda digital do Facebook enfrenta teste após desistência de grandes financiadores

A Mastercard e a Visa abandonaram a Libra Association, com sede em Genebra, na sexta-feira, assim como o eBay, a startup de fintech Stripe e empresa de pagamentos Mercado Pago.

Políticos e reguladores dos Estados Unidos à Europa disseram que a libra corre o risco de perturbar a estabilidade financeira global, minando a privacidade dos usuários e facilitando a lavagem de dinheiro.

O PayPal iniciou a saída da Libra Association este mês, deixando o Facebook sem o apoio de nenhuma empresa de pagamentos importante para o projeto, com lançamento previsto para junho de 2020.

A Libra disse neste mês que daria detalhes após a reunião das 1,5 mil “entidades” que indicaram “interesse entusiástico” para participar do projeto.

Os membros revisarão um estatuto e nomearão um conselho na reunião da Libra, que será realizada em Genebra, informou o Wall Street Journal este mês.

Uma porta-voz não respondeu imediatamente às perguntas da reunião da Libra Association, cujos membros restantes incluem a Vodafone e as empresas Uber e Lyft.

Organizações

O projeto também inclui organizações sem fins lucrativos, grupos de capital de risco e empresas de blockchain, mas a saída de grandes empresas financeiras representa um obstáculo aos esforços de Libra para convencer reguladores e políticos sobre a segurança da moeda.

No mês passado, a França prometeu impedir o funcionamento da libra na Europa, com o Banco da Inglaterra estabelecendo altos obstáculos que ele deve enfrentar antes do seu lançamento. O chairman do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, também sugeriu que o projeto não poderia avançar antes que as preocupações fossem atendidas.

SoftBank

O SoftBank Group preparou um pacote de financiamento para o WeWork que lhe daria controle sobre a empresa de escritórios compartilhados, disse uma pessoa familiarizada com o assunto.

O pacote aumentaria significativamente a participação do SoftBank, que já possui cerca de um terço do WeWork, e diluiria ainda mais a influência do cofundador Adam Neumann, disse a fonte, que se recusou a ser identificada por causa da sensibilidade do assunto.

À agência inglesa de notícias Reuters relatou que o SoftBank estava em negociações para fazer um investimento de US$ 1 bilhão para permitir que o WeWork passe por uma grande reestruturação.

Sem uma nova infusão de dinheiro, o WeWork corre o risco de ficar sem dinheiro já no final de dezembro, disse a fonte.

O WeWork está trabalhando com o JPMorgan Chase para negociar um acordo de dívida de US$ 3 bilhões depois que uma oferta pública inicial foi cancelada no mês passado em razão de preocupações dos investidores sobre como ela foi avaliada e o modelo de negócios da empresa, informou a Reuters na semana passada.

“O WeWork conseguiu uma grande instituição financeira de Wall Street para organizar um financiamento”, disse uma porta-voz. “Aproximadamente 60 fontes de financiamento assinaram acordos de confidencialidade e estão se reunindo com a administração da empresa ao longo da semana passada e na próxima semana.”

O WeWork perdeu US$ 1,9 bilhões em 2018 e ‘queimou’ mais US$ 2,36 bilhões no primeiro semestre deste ano, de acordo com documentos.

Google

O Google lançou nesta segunda-feira uma função de pagamento com cartão de débito no Brasil através do Google Pay, em uma ação aumentar o uso de seus smartphones Android.

Os varejistas online no Brasil geralmente aceitam apenas cartões de crédito, e não débito, devido a um maior volume de fraudes nas transações à vista, um problema que o Google afirmou ter resolvido, sem revelar como ou dar estimativas sobre o número de transações que viabiliza.

João Felix, responsável pelo Google Pay na América Latina, disse que o Brasil tem 60 milhões de portadores de cartão de débito, enquanto os portadores de cartão de crédito somam 50 milhões. Ao ativar os pagamentos com cartão de débito, o Google aumenta seu mercado-alvo.

O Google não cobrará dos varejistas, emissores ou processadores de cartões pelo uso de sua plataforma de pagamento por débito. Felix disse que o objetivo da empresa é aumentar o uso do smartphone Android para diversos serviços.

Os emissores de cartões Banco do Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco permitirão que seus clientes utilizem a função de débito do Google Pay, bem como as redes de cartões Mastercard, Visa e Elo e mais dez plataformas online de comércio, como os aplicativos de entrega Rappi e iFood.

A iniciativa do Google ocorre quando empresas de tecnologia como o Facebook e a Amazon.com estão sob maior fiscalização de autoridades regulatórias pelo uso de dados do consumidor.

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