Mortes por ciclone em Moçambique devem crescer, diz Cruz Vermelha

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Publicado terça-feira, 19 de março de 2019 as 11:03, por: CdB

A tempestade atingiu a região próxima ao porto de Beira, em Moçambique, e inundou enormes áreas do local, destruindo estradas e redes de comunicações em todo território.

Por Redação, com Reuters – de Johanesburgo

O número de pessoas mortas em Moçambique por fortes tempestades e inundações que atingiram o sudeste da África deve aumentar significativamente, disse a Cruz Vermelha nesta terça-feira.

Imagem de drone mostra destruição provocada por ciclone em Moçambique Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha

As equipes de resgate têm enfrentado dificuldades para avaliar a devastação causada pelo ciclone Idai, que chegou do Oceano Índico com ventos de a 170 km/h no final da semana passada, atingindo Moçambique e, depois, seus vizinhos do interior do Zimbábue e do Malaui.

A contagem oficial de mortos em Moçambique é de 84, o presidente do país, Filipe Nyusi, disse na segunda-feira que sobrevoou algumas das áreas mais atingidas, viu corpos boiando em rios e que se estima que mais de mil pessoas podem ter morrido no país.

Também morreram 98 pessoas no Zimbábue, que também registrou ao menos 200 desaparecidos, disse o governo na segunda-feira.

A tempestade

A tempestade atingiu a região próxima ao porto de Beira, em Moçambique, e inundou enormes áreas do local, destruindo estradas e redes de comunicações em todo território.

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho publicou na internet imagens de drones que mostraram prédios no assentamento costeiro da Praia Nova, fora de Beira, danificados por ventos da tempestade.

– Estamos trabalhando com a Nasa e a Agência Espacial Europeia para obter informações de satélite e ter uma visão completa das áreas afetadas e do número de pessoas presas lá – disse Caroline Haga, da Federação Internacional, à Reuters.

– Devido ao tamanho dessas áreas, esperamos que o número de mortes aumente significativamente.

As pessoas ainda estavam presas nas áreas mais elevadas do país, disse Gerald Bourke, do Programa Mundial de Alimentos da ONU.

– Não temos dados claros sobre o número de mortes, mas estamos olhando para áreas enormes que estão debaixo d’água. Estamos vendo metro após metro de aldeias sob vários metros de água – disse Bourke.

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