MP faz ação para prender acusados de furtar petróleo da Transpetro

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Publicado quarta-feira, 21 de março de 2018 as 14:26, por: CdB

Tem como meta cumprir sete mandados de prisão e 10 de busca e apreensão contra acusados de furtar petróleo bruto e derivados dos dutos da Petrobras Transporte (Transpetro), o braço logístico da Petrobras para a área de transporte

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) – por meio do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) – desencadeou nesta quarta-feira a Operação Bandeirantes.

MP faz ação para prender acusados de furtar petróleo da Transpetro

Tem como meta cumprir sete mandados de prisão e 10 de busca e apreensão contra acusados de furtar petróleo bruto e derivados dos dutos da Petrobras Transporte (Transpetro), o braço logístico da Petrobras para a área de transporte.

A operação, que conta com as participações de 28 agentes da CSI/MPRJ e 12 agentes da Corregedoria Interna da PMERJ; tem o apoio da Gaeco do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados.

As informações divulgadas indicam, ainda, que entre os alvos da operação estão os policiais militares Ernani Monte de Lima e José da Silva de Lima, lotados no 26º (Petrópolis) e 16º Batalhão de Polícia Militar (Olaria); respectivamente. Estão também envolvidos três ex-funcionários de empresas terceirizadas que prestaram serviço para a petroleira.

Crime

– Todos foram denunciados pelo crime de organização criminosa e tiveram a prisão preventiva pedida pelo Gaeco/MPRJ; e concedida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Duque de Caxias; local onde a organização criminosa se formou e se estruturou – diz a nota do Ministério Público.

Segundo a denúncia, dos sete réus, seis moram no Estado do Rio e um em Minas Gerais. Para viabilizar o desvio de produtos dos dutos da Transpetro; a organização criminosa arrendou um terreno em Barbacena, em Minas Gerais; por onde passa o duto da Transpetro do qual eles planejavam desviar petróleo e derivados para vender ilegalmente a refinarias clandestinas.

Flagrante dado em março do ano passado

As informações do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro indicam; que a operação teve como ponto de partida flagrante; dado na quadrilha em março de 2017 quando ela se preparava para retirar material dos dutos pelo processo conhecido como trepanação.

O sistema consiste na instalação de uma válvula para desviar o óleo. Na ocasião, eles foram presos. Porém, acusados pela justiça mineira apenas por tentativa de furto qualificado; aguardam o julgamento em liberdade.

O flagrante, no entanto, deflagrou as investigações iniciadas pelo Ministério Público Fluminense; e que levaram às provas de que, para alugar o terreno por um ano, a quadrilha falsificou documentos e a assinatura de uma terceira pessoa estranha ao fato; inclusive, idosa, além de falsificar selo do 18º Registro de Notas da capital para dar aparência de legalidade ao aluguel do terreno em Barbacena.

A nota informa, ainda, que as investigações levaram à constatação de que um dos policiais envolvidos no crime; participou tanto da escolha do local para o armazenamento do produto desviado; como da tentativa do furto, ao prestar uma espécie de segurança durante a ação dos demais membros do grupo. Para o MPRJ, “esta atuação organizada constitui crime de organização criminosa pelo qual eles são agora denunciados”.

Posição da Transpetro sobre furto em dutos

Respondendo solicitação da Agência Brasil quanto à ação desencadeada pelo Ministério Publico do Estado do Rio de Janeiro; para prender envolvidos em roubo de petróleo e derivado; a Petrobras afirmou que “tem colaborado com as investigações das autoridades em relação a furtos de óleo e derivados em dutos, ações criminosas das quais é vítima”.

Disse, ainda, que “a companhia atua constantemente no desenvolvimento de tecnologias de monitoramento; e tem aprofundado a articulação com diversos órgãos externos para, de forma integrada, auxiliar no combate a essa atividade”.

Segunda a Petrobras, a maior preocupação é relacionada com a segurança das famílias vizinhas às instalações; pois intervenções criminosas podem trazer riscos para a comunidade, como incêndios e explosões. “Importante ressaltar que o transporte de combustíveis por dutos é seguro e eficiente; desde que não ocorram ações criminosas”.

A estatal recomenda às famílias vizinhas aos dutos que, “sempre que identificarem cheiro de combustível; ou qualquer movimentação suspeita na faixa de dutos ou em terrenos próximos, a comunidade pode entrar em contato com a Transpetro pelo telefone 168. A ligação é grátis e o telefone funciona 24 horas por dia, sete dias por semana”.

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