Museu do Louvre fecha as portas após servidores aderirem a greve por Previdência

Arquivado em: Destaque do Dia, Europa, Mundo, Últimas Notícias
Publicado sexta-feira, 17 de janeiro de 2020 as 11:47, por: CdB

Turistas foram impedidos de entrar no Louvre nesta sexta-feira enquanto funcionários em greve bloqueavam a entrada do museu.

Por Redação, com Reuters – de Paris

Turistas foram impedidos de entrar no Louvre nesta sexta-feira enquanto funcionários em greve bloqueavam a entrada do museu mais visitado do mundo.

Trabalhadores em greve bloqueiam entrada do Museu do Louvr em Paris
Trabalhadores em greve bloqueiam entrada do Museu do Louvr em Paris

Muitos visitantes foram prestigiar uma exibição especial de Leonardo da Vinci inaugurada em outubro por ocasião do 500º aniversário de morte do artista italiano.

Os trabalhadores do Louvre se juntaram a outros funcionários públicos grevistas do setor cultural, que foram vaiados por alguns turistas frustrados na fila de espera. O museu informou que os ingressos para o dia serão totalmente reembolsados.

Outros visitantes demonstraram apoio à greve contra os planos de reforma da Previdência propostos pelo presidente Emmanuel Macron. O movimento perdeu força desde que o governo fez uma concessão sobre a idade da aposentadoria, junto à pressão financeira enfrentada pelos grevistas.

– É irritante vir a Paris e encontrar o Louvre fechado, mas apoio o pessoal – disse Elaine, uma turista brasileira.

Sindicatos franceses

Sindicatos de trabalhadores franceses bloquearam portos e interromperam a produção de energia na quinta-feira para tentar forçar o presidente Emmanuel Macron a abandonar uma revisão das aposentadorias, mas o comparecimento às passeatas e protestos caiu novamente e o impacto das greves do setor de transportes se mostrou mais fraco.

Na sexta jornada de protestos nacionais organizada pelos sindicatos, o Ministério do Interior contabilizou apenas 187 mil pessoas participando por todo o país, incluindo 23 mil em Paris, em comparação com os 452 mil da semana passada, 56 mil em Paris.

A primeira grande manifestação contrária à reforma previdenciária ocorreu no dia 5 de dezembro, reunindo mais de 800 mil pessoas por todo o território francês.

As greves do setor público estão agora no 43º dia, mas as paralisações perderam força desde que o governo Macron fez algumas concessões e os grevistas passaram a enfrentar cada vez mais pressões financeiras para ter de voltar ao trabalho.

Dados públicos coletados pela agência inglesa de notícias Reuters mostram que o número de trens e metrôs em operação aumentou e que o engajamento com a greve diminuiu.

Orçamento da Previdência

Mas os líderes sindicais mais radicais reiteraram que continuariam lutando até que o governo desista de sua reforma da previdência.

Com o enfraquecimento da greve dos transportes, os sindicatos se voltaram para o bloqueio de portos.

No último sábado, o primeiro-ministro Edouard Philippe ofereceu retirar os planos de aumento da idade de aposentadoria se o orçamento da Previdência puder ser equilibrado de outra maneira, impondo uma divisão entre os sindicatos radicais e os que estão focados apenas com a reforma.

– Na democracia, todos perdem quando os confrontos continuam – disse Roland Berger, líder da central moderada CFDT ao canal de televisão BFM TV.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *