Navios de bandeira iraniana superam pressão dos EUA e navegam em alto mar

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Publicado domingo, 28 de julho de 2019 as 12:15, por: CdB

O abastecimento de um dos navios, o Bavand, começou por volta das 5h deste sábado e o navio deixou Paranaguá por volta das 23h em direção ao Irã, sem fazer paradas, com uma carga de milho avaliada em R$ 50 milhões.

 

Por Redação – de Santos, SP

 

Os dois navios iranianos que passaram mais de um mês ancorados no porto de Paranaguá (PR) encontram-se, neste domingo, em águas internacionais, depois de vencer uma querela judicial causada por ingerência dos Estados Unidos, que impõem sanções econômicas contra o Irã e pressionaram a Petrobras para não abastecê-los. Os navios ficaram parados depois que a Petrobras se recusou a lhes vender combustível por causa de sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irã.

O Bavand encontra-se, neste domingo, em águas internacionais, a caminho do Irã
O Bavand encontra-se, neste domingo, em águas internacionais, a caminho do Irã

O abastecimento de um dos navios, o Bavand, começou por volta das 5h deste sábado e o navio deixou Paranaguá por volta das 23h em direção ao Irã, sem fazer paradas, com uma carga de milho. O abastecimento do outro navio, o Termeh, começou à 1h e essa embarcação zarpou às 14h, em direção ao porto de Imbituba, onde deverá ser carregado de milho para exportação.

Milho

Na sexta-feira, o presidente-executivo da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse à agência inglesa de notícias Reuters em entrevista que a empresa obedeceria decisão do Supremo Tribunal Federal para abastecer os navios iranianos.

A partida das embarcações marca o fim de um longo impasse marcado pela recusa da Petrobras de abastecer os navios, disse o escritório de advocacia Kincaid Mendes Viana, que representa a Eleva, empresa responsável pelo fretamento dos navios.

Os navios iranianos permaneceram no porto de Paranaguá por mais de 50 dias, disse o escritório em comunicado divulgado neste sábado, e retornarão ao Irã levando uma carga de 100 mil toneladas de milho, avaliada em R$ 100 milhões.

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