Nordeste e Sudeste rejeitam escolas cívico-militares de Bolsonaro

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Publicado terça-feira, 4 de fevereiro de 2020 as 12:15, por: CdB

Presidente criticou posicionamento e, em resposta, governador do Maranhão, Flávio Dino, anuncia elevação do piso dos professores para R$ 6.358,96.

Por Redação, com RBA – de São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a provocar os governadores dos Estados da região Nordeste. Desta vez, por rejeitarem seu programa de escolas cívico-militares. Na segunda-feira, durante lançamento da pedra fundamental do colégio de São Paulo, na capital paulista, disse que “a questão político-partidária não pode estar à frente da necessidade de um país”.

Governadores do Nordeste e do Sudeste rejeitam escolas cívico-militares
Governadores do Nordeste e do Sudeste rejeitam escolas cívico-militares

– A questão político-partidária não pode estar à frente da necessidade de um país. Oito dos nove governadores do Nordeste não aceitaram a escola cívico-militar. Para eles, a educação vai indo muito bem, formando militantes e desinformando lamentavelmente. Aqui no Sudeste também, tivemos dois governadores que não aceitaram – disse Bolsonaro, afirmando que esses colégios são “comprovadamente de qualidade”. Dos nove Estados, apenas o Ceará aderiu ao programa conforme o Ministério da Educação (MEC).

Carro-chefe do programa de governo de Bolsonaro para a educação, o programa de escolas cívico-militares foi desdenhado também pelos governadores do Espírito Santo, Paulo Hartung (sem partido), do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e de São Paulo, João Doria (PSDB), com linha política semelhante à de Bolsonaro.

Em resposta, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), disse que investe na rede pública. “Aqui no Maranhão não ‘inauguramos’ pedra fundamental de escola. Aqui a gente inaugura escola. Pronta. Temos cerca de 1 mil obras educacionais. Centenas de escolas novas. Ou seja, enquanto uns gritam e tentam chamar atenção com confusão, estamos trabalhando com seriedade.”

Ele anunciou o repasse de 100% dos valores do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para a folha de salários do magistério, com a complementação de recursos do estado, para a folha de pagamento do magistério. “A essência da aprendizagem reside nos professores. Dessa decisão resulta reajuste de até 17,5% nas menores remunerações (piso)”, afirmou.

Política de hostilidade

Desde que assumiu a presidência, Bolsonaro optou por uma política de hostilidade aos governadores do Nordeste, especialmente Flávio Dino. O primeiro embate, em julho, foi marcado por uma orientação do presidente a seu ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para “não dar nada” ao governador. “Daqueles governadores de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada para esse cara.”

A conversa foi captada por microfones segundos antes de Bolsonaro sentar à mesa com jornalistas de veículos estrangeiros, recebidos em café da manhã no Palácio do Planalto.

1 thought on “Nordeste e Sudeste rejeitam escolas cívico-militares de Bolsonaro

  1. Afinal de contas onde quer chegar este governo da extrema direita , que optou pelo confronto entre os brasileiros e demonstra tristemente em suas declarações seu preconceito sobre os governos nordestino e seu povo .O propio mandatário trata o nordestino com apelidos tipo : paraiba entre outros
    Apelidos que não compensa citar simplesmente porque a dignidade do ser humano tem que ser respeitada seja do Iapoque ao Chui do Brasil e do mundo tem que ser respeitada .Sou paulista casado com uma dignissima mulher do nordeste e pai de filhos nordestinos e paulistas ,poderiam ser de qualquer outro estado da nação ,isto nao é motivo de ser tratado com indiferença tais como ser negro ,pardo ,indio, branco ,amarelo ou qualquer etnia humana.Bolssonaro icentiva o ódio desde sempre em seus discurssos homofolico .Nosso país é deste sua fundação uma nação multirracial em suas diverssidades humanas.temos este privilégio e orgulho por sermos um povo pacífico e acolhedor .Icentivar a guerra seja ela racial ,religiosa ,cultural e social não é a função de um governante …mas sim governar para todos sem qualquer tipo de preconceito…O Brasil não merece ter um representante que estimule o confronto interno e externo, jogando o futiro do país em destino incerto comprometendo sua soberania nacional o desenvovimento , social ,educional,tecnológico e coentifico .A tática de guerra que este governo aplica é suicida no meu ponto de vista ou nossa sociedade doente e sendo manipulada virtualmente a cada segundo por grupos que desejam ter o controle mundial dos paizes centralizados em um so governo…

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