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26/4/2008 13:54:23
Nova Oi vai partir para disputa no mercado internacional

Por Redação - do Rio de Janeiro


Pedro Jereissati (ex-diretor financeiro do Grupo Iguatemi) é um dos novos controladores da Brasil Telecom

A empresa que resultou da compra da Brasil Telecom pela Oi, em uma transação de cerca de R$ 12,3 bilhões já ambiciona ganhar o mercado internacional. A Brasil Telecom, agora Oi, controla os sites iG, BrTurbo e iBest, que figuram entre os maiores da internet brasileira. Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi, explicou que o valor da operação inclui R$ 5,86 bilhões serão pagos aos controladores, além de R$ 3,5 bilhões para a aquisição das ordinárias que hoje pertencem aos minoritários e R$ 3 bilhões para adquirir um terço dos papéis sem direito a voto.

- A nova empresa nasce com ambição para fora do Brasil. Temos sonhos de operações internacionais - afirmou Falco, em entrevista na sede da empresa.

Entre os mercados potenciais para a atuação da companhia as Américas, África e Europa. Segundo o executivo, as principais concorrentes da Oi, a TIM, América Móvil e Telefónica "tiveram um ganho de receita muito forte nos últimos anos por conta da atuação fora de seu país de origem". Como a nova operadora quer fazer frente a essas companhias, reiterou, terá de usar da mesma estratégia.

O preço acordado no Contrato de Compra e Venda pelas ações da BrT Part, todas elas vinculadas a acordo de acionistas do grupo de controle da BrT Part é de R$ 5.863.495.791,40, equivalente a um valor por ação da BrT Part de R$ 72,3058316215, a ser pago R$ 4.982.388.785,42 pelo equivalente valor de firma (enterprise value) de Invitel, valor esse que foi baseado num valor de R$ 72,3058316215 por ação de BrT Part detida direta ou indiretamente pela Invitel, e do qual será deduzida a dívida líquida de Invitel, nos termos do Contrato de Compra e Venda, apurada no 3º dia útil anterior à Data do Fechamento e R$ 881.107.005,98, equivalente a um preço por ação de R$ 72,3058316215 pelas ações de emissão de BrT Part detidas diretamente por alguns dos Vendedores, vinculadas a acordos de acionistas que regulam o controle acionário da BrT Part.

Briga antiga

Os fundos de pensão e o Citibank, principais acionistas da BrT, com o acordo de compra e venda, cessaram todas as disputas judiciais que moviam contra o Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas. O acordo, porém, não interrompe os processos aos quais Dantas responde na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nem o caso Kroll, em andamento na 5ª Vara Federal de São Paulo, onde o executivo Dantas é acusado de comandar uma quadrilha de espionagem para bisbilhotar a vida de desafetos e concorrentes.

Dantas não precisou desembolsar nenhum centavo para ter suas pendências judiciais encerradas e ainda vai receber uma pequena fortuna por sua participação no grupo vendido. Os acionistas da Oi aceitaram pagar 200 milhões de reais à BrT e 150 milhões de reais ao Opportunity pelo acordo de paz, conforme noticiou a revista eletrônica Teletime News.

Segundo noticiou a revista Carta Capital, neste sábado, "ninguém deve se iludir quanto à natureza dessa negociata. Ela não é simplesmente um acerto entre agentes privados em busca de eficiência e rentabilidade em seus negócios. Quem moveu a roda da fortuna nesse caso foi o BNDES, por ordens do Palácio do Planalto. O banco estatal vai financiar uma boa parte da criação da “supertele”, como vem sendo chamada a empresa resultante da união da Oi com a BrT. Deduz-se, portanto, que a parcela a ser paga a Dantas será deduzida da quantia repassada a juros camaradas por uma instituição oficial. Como o governo tem relacionado todo e qualquer projeto federal à idéia do Programa de Aceleração do Crescimento, nada mais justo que chamar essa triangulação de PAC do Dantas. Fica a pergunta: quem assumirá a paternidade ou a maternidade do pacote?

"O governo Lula está, assim, prestes a repetir o modelo equivocado dos tempos de Fernando Henrique Cardoso. No período que precedeu o vexame do apagão, o BNDES desembolsou 21 bilhões de reais para o setor elétrico. Desse total, apenas 7 bilhões foram injetados em projetos de expansão da ofe


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