Novos rompimentos de barragens estão previstos, alerta engenheiro

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Publicado domingo, 27 de janeiro de 2019 as 17:55, por: CdB

Pela manhã, um alerta de possível rompimento de uma barragem de água em Brumadinho (MG) foi acionado, iniciando a retirada de moradores de áreas de risco, segundo o Corpo de Bombeiros.

 

Por Redação – de Belo Horizonte e Rio de Janeiro

 

“Há risco iminente de rompimento de outras barragens, no país”. A afirmação é do presidente da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro, Haroldo Matos de Lemos.

— Desastres, é muito provável, infelizmente, que voltem a acontecer — disse o engenheiro a jornalistas, neste domingo.

Uma barragem de mineração se rompeu nesta sexta-feira na região de Brumadinho, em Minas Gerais

Pela manhã, um alerta de possível rompimento de uma barragem de água em Brumadinho (MG) foi acionado, iniciando a retirada de moradores de áreas de risco, segundo o Corpo de Bombeiros. O alerta foi retirado, no meio da tarde, após novos estudos sobre o local ameaçado.

Moradores chegaram a ser removidos das áreas de Parque da Cachoeira, que fica mais próximo à barragem B6, Pires, do Centro de Brumadinho e bairro Novo Progresso. Os moradores seguiram para três pontos de apoio: Igreja Matriz, delegacia de Brumadinho e Morro do Querosene.

O alerta, por meio de sirene, foi disparado às 5h30 deste domingo, segundo o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Ele informou que cerca de 24 mil pessoas estão deixando suas casas.

Desespero

Imagens de TV mostraram barreiras sendo feitas na cidade, desviando pessoas de determinadas regiões e impedindo a passagem para certas áreas. Os trabalhos de busca de desaparecidos no rompimento da barragem de rejeitos foi suspenso no início da manhã do domingo, devido ao uso do efetivo na retirada das pessoas de áreas de risco pela possibilidade de rompimento da chamada barragem B6, de água.

— Várias pessoas saíram do morro correndo, desesperadas e ouvimos a sirene e o alto-falante dizendo que tinha risco da outra barragem romper. Quem não tinha carro foi embora a pé, com mochila nas costas, tudo que podia levar. Criança, idoso, todos subindo — disse Fágner Miranda, de 29 anos, morador de Brumadinho.

Na véspera, dezenas de helicópteros sobrevoaram a região em busca de sobreviventes na grande área dominada por um rio de lama que sepultou casas, veículos e estradas, além de ter devastado a vegetação. O desespero aflige as famílias que perderam ou não têm conhecimento do paradeiro de amigos e parentes. Algumas pessoas percorrem as ruas com fotos de familiares desaparecidos.

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