Número de apreensões de vans e kombis cresce 35% no Rio

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Publicado quarta-feira, 8 de maio de 2019 as 14:02, por: CdB

O total de remoções já supera o do ano anterior, quando os fiscais retiraram 878 vans e Kombis das ruas do Rio.

Por Redação, com ACS – de Rio de Janeiro

Fiscais da Coordenadoria Especial de Transporte Complementar (CETC), vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), removeram 1.195 vans e kombis e aplicaram 3.693 multas desde o início de janeiro até o fim de abril. O total de remoções já supera o do ano anterior, quando os fiscais retiraram 878 vans e Kombis das ruas do Rio. A média de remoções deste ano chegou a 298 utilitários/mês, número quatro vezes maior do que o registrado em 2018, de 73 veículos mensais.

O total de remoções já supera o do ano anterior

O resultado reflete a reformulação da CETC, que, pelo Decreto 44.811 (de julho de 2018), passou a focar somente a fiscalização do transporte de vans e Kombis, estabelecendo três diretrizes: segurança na mobilidade dos usuários, qualidade dos serviços prestados por motoristas e auxiliares e a repressão à pirataria.

Do total de remoções deste ano, 220 dos veículos flagrados (18,5%) eram piratas. Por região, os bairros que mais registraram ações da ‘pirataria’ foram, respectivamente, Santa Cruz, Campo Grande, Bonsucesso, Bangu, Barra da Tijuca e Penha. Somadas, estas localidades correspondem a 51% das remoções de utilitários que exploram a atividade sem autorização da Prefeitura e não oferecem garantias à segurança dos passageiros. Intensificar a fiscalização do transporte realizado por vans piratas é uma preocupação do coordenador da CETC, delegado Marcelo Ambrósio:

– A nossa maior preocupação é a segurança de quem utiliza vans e Kombis como meio de transporte. Geralmente, as vans piratas circulam em mau estado de conservação, o que acarreta em riscos não só para os passageiros, mas também para o trânsito em geral. Outro ponto importante é a análise pela qual o permissionário é submetido. Ele precisa ser aprovado pela Prefeitura para realizar o transporte, o que não ocorre com os motoristas dos veículos piratas.

Para o secretário municipal de Ordem Pública, Paulo Amendola, as ações da CETC são uma mostra de como a Prefeitura pode colaborar, atuando dentro de suas funções constitucionais, no apoio à segurança pública.

– As ações de fiscalização auxiliam em diversos níveis: melhoram a qualidade do transporte complementar ao mesmo tempo em que atuam para reduzir os índices de acidentes e auxiliam no combate à ilegalidade do meio. As mudanças se alinham ao objetivo determinado pelo prefeito Marcelo Crivella ao decretar a reestruturação do setor: ampliar melhorias para a população que necessita deste tipo de condução no seu dia a dia.

Ações são planejadas com base em informações do serviço 1746

As operações ocorrem diariamente e são planejadas pela equipe com base em informações da central 1746 e de setor de inteligência, obedecendo à especificidade de cada região. Um cronograma foi montado a fim de intensificar operações em áreas sensíveis para inibir todos os tipos de irregularidades, principalmente a atuação das piratas.

Além das forças-tarefas integradas pela Seop, a CETC também trabalha em parceria com órgãos públicos de segurança por meio de ações de apoio às polícias Militar e Civil, trazendo mais segurança para o próprio permissionário poder executar o serviço. Segundo a coordenadoria, os bairros mais demandados quanto ao transporte complementar são Campo Grande, Santa Cruz, Catete, Santo Cristo, Madureira, Bangu, Ilha do Governador e Bonsucesso.

Em ações nos bairros da Zona Oeste, os agentes têm removido muitas vans piratas imitando o layout padronizada pela Prefeitura a fim de confundir os usuários. As redes sociais da Seop também vêm divulgando dicas com informações sobre serviço do transporte complementar.

A CETC reforça a importância da população no registro de denúncias, que são anônimas, e podem ser realizadas por meio do 1746 em posse da placa, data, horário e local com o objetivo de auxiliar no direcionamento e planejamento das ações.

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