Ocidente faz apelo para que Arábia Saudita liberte ativistas mulheres 

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Publicado terça-feira, 15 de setembro de 2020 as 13:07, por: CdB

Dezenas de países ocidentais expressaram nesta terça-feira sua preocupação com a manutenção de mulheres ativistas em prisões da Arábia Saudita e pediram que os responsáveis pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi enfrentem a Justiça.

Por Redação, com Reuters – de Genebra

Dezenas de países ocidentais expressaram nesta terça-feira sua preocupação com a manutenção de mulheres ativistas em prisões da Arábia Saudita e pediram que os responsáveis pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi enfrentem a Justiça.

Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra
Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra

Pelo menos uma dúzia de proeminentes mulheres ativistas foram presas em 2018 na Arábia Saudita, que suspendeu a proibição de mulheres dirigirem veículos, uma medida que muitas das detidas reivindicavam há tempos. As ativistas foram detidas em meio a uma repressão mais ampla à dissidência.

Falando em nome da União Europeia no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, a Alemanha mencionou as “detenções prolongadas de mulheres defensoras dos direitos humanos” na Arábia Saudita, entre elas Loujain al-Hathloul.

Várias das mulheres presas dizem sofrer tortura e agressão sexual na detenção, acusações que autoridades sauditas negam.

– Enfatizamos a necessidade de responsabilização total e de um processo transparente dos envolvidos no assassinato de Jamal Khashoggi – disse o embaixador alemão, Michael Freiherr von Ungern-Sternberg.

Nações ocidentais também criticaram a maneira como Riad tratou do caso Khashoggi.

Neste mês, um tribunal saudita prendeu oito pessoas por períodos de sete a 20 anos devido ao assassinato do jornalista em 2018 no consulado do país em Istambul.

O julgamento

O julgamento rendeu críticas de um investigador da Organização das Nações Unidas (ONU) e de ativistas de direitos humanos, que disseram que os mentores do crime continuam soltos.

O embaixador da Dinamarca na ONU em Genebra, Morten Jespersen, leu um comunicado conjunto em nome de 29 países, entre eles Austrália, Reino Unido e Canadá, que pede ao reino para “libertar todos os detidos políticos” e manifesta preocupação com a detenção de “ao menos cinco mulheres ativistas”.

Entre elas estão Al-Hathloul, Nouf Abdelaziz, Samar Badawi, Nassima Al-Sadah, Mohammed Al-Bajadi, e Miyaa Al-Zahrani, disse o Serviço Internacional dos Direitos Humanos (ISHR) em um comunicado.

– A libertação imediata e incondicional das ativistas de direitos das mulheres e defensoras dos direitos humanos seria uma prova de fogo da vontade política do governo saudita para melhorar a situação dos direitos humanos –  disse Salma El Hosseiny, do ISHR.

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