Olimpíada não terá ‘grande esplendor’ e será simplificada, diz CEO

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Publicado quarta-feira, 10 de junho de 2020 as 13:20, por: CdB

Os Jogos, originalmente programados para começar no próximo mês, foram adiados por um ano em março pelo Comitê Olímpico Internacional e pelo governo japonês devido à pandemia de covid-19.

Por Redação, com Reuters – de Tóquio

O CEO da Tóquio 2020, Toshiro Muto, disse nesta quarta-feira que a Olimpíada do ano que vem “não será realizada com grande esplendor”, mas será simplificada.

CEO da Tóquio 2020, Toshiro Muto
CEO da Tóquio 2020, Toshiro Muto

Os Jogos, originalmente programados para começar no próximo mês, foram adiados por um ano em março pelo Comitê Olímpico Internacional e pelo governo japonês devido à pandemia de covid-19.

Os organizadores das Olimpíadas de Tóquio acrescentaram que estão trabalhando em mais de 200 ideias para simplificar e reduzir os custos dos Jogos remarcados.

– Para simplificar os Jogos, precisamos revisar e ouvir federações internacionais, comitês nacionais, emissoras e parceiros. Essas partes interessadas precisam agir em uníssono para garantir Jogos simplificados – disse Muto.

Proibição de protestos nos Jogos

O Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou que os atletas seguem proibidos de protestar nos Jogos Olímpicos depois que vários esportes resolveram permitir protestos em decorrência da morte de George Floyd sob custódia policial, informou o Telegraph.

A regra 50 da Carta Olímpica declara que “nenhum tipo de manifestação ou propaganda política, religiosa ou racial é permitida em quaisquer locais, arenas ou outras áreas olímpicas”.

Os atletas

Os atletas que violam a regra estão sujeitos a punição disciplinar, em análise caso a caso, e o COI emitiu diretrizes em janeiro esclarecendo que entre os protestos proibidos estão ficar de joelhos e outros gestos.

O COI disse ao Telegraph que as diretrizes ainda estavam em vigor e que não especularia “casos hipotéticos 13 meses antes dos Jogos Olímpicos”, segundo o jornal.

Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu depois que um policial branco de Mineápolis pressionou o joelho no pescoço de Floyd por quase nove minutos em 25 de maio.

A morte provocou protestos em todo o mundo contra a injustiça racial, com vários jogadores de futebol na Alemanha mostrando mensagens de apoio durante as partidas.

A Fifa, que tinha tolerância zero em relação aos jogadores que expressam suas opiniões em campo, pediu aos organizadores de competições que usem “bom senso” em relação aos protestos contra a morte de Floyd.

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