OMC diminui previsão para o crescimento do comércio

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Publicado terça-feira, 1 de outubro de 2019 as 11:57, por: CdB

A OMC disse que agora espera que o comércio global de mercadorias aumente 1,2% este ano, contra uma estimativa de 2,6% em abril.

Por Redação, com Reuters – de Bruxelas

A Organização Mundial do Comércio (OMC) cortou sua previsão para o crescimento do comércio global neste ano em mais da metade nesta terça-feira, e disse que novas rodadas de tarifas e retaliações, uma economia em desaceleração e um Brexit desordenado podem reduzir ainda mais as projeções.

A OMC disse que agora espera que o comércio global de mercadorias aumente 1,2% este ano, contra uma estimativa de 2,6% em abril. Esse crescimento foi de 3,0% em 2018. Para 2020, está previsto um avanço de 2,7%, abaixo da estimativa anterior de 3,0%.

A OMC disse que suas previsões reduzidas refletem estimativas de uma expansão mais lenta da economia global
A OMC disse que suas previsões reduzidas refletem estimativas de uma expansão mais lenta da economia global

“A piora do cenário para o comércio é desencorajadora, mas não inesperada”, disse o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, em comunicado.

O órgão, com sede em Genebra, disse que suas previsões reduzidas refletem estimativas de uma expansão mais lenta da economia global, em parte por causa das tensões comerciais, mas também devido a fatores cíclicos e estruturais e, na Europa, à incerteza relacionada ao Brexit.

Inflação desacelera na zona do euro

A inflação na zona do euro desacelerou mais em setembro na comparação com o ano anterior devido à energia mais barata, mas a alta do núcleo do índice acelerou, mostrou nesta terça-feira a primeira estimativa da agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat.

Os números destacam a diferença de opiniões sobre a situação da economia da zona do euro entre os diretores do Banco Central Europeu, que querem manter a inflação abaixo mas próxima de 2% mas falharam até agora em impulsionar o aumento dos preços apesar de anos de medidas não convencionais.

A Eurostat informou que os preços ao consumidores nos 19 países que usam o euro subiram 0,2% em setembro sobre agosto e tiveram alta de 0,9% na comparação anual, de 1,0% em agosto. Economistas consultados pela Reuters esperavam que o índice subiria 1,0%.

O dado abaixo do esperado em setembro deveu-se principalmente à queda de 1,8% dos preços da energia sobre o ano anterior.

Sem os componentes voláteis de energia e alimentos não processados, o que o BCE chama de núcleo de inflação e acompanha para as decisões de política monetária, os preços aceleraram a alta a 1,2% em setembro, de 1,1% em agosto.

Desemprego

A taxa de desemprego na zona do euro caiu para seu nível mais baixo em mais de uma década em agosto, continuando sua tendência de queda de cinco anos, mostraram estimativas da agência de estatísticas da União Europeia nesta segunda-feira.

A taxa de desemprego no bloco econômico caiu para 7,4% em agosto, atingindo seu nível mais baixo desde maio de 2008, quando a economia da zona do euro começou a sentir o impacto negativo da crise de subprime nos Estados Unidos.

A queda em relação a uma taxa de 7,5% em julho prolongou uma tendência positiva iniciada em agosto de 2014, quando o desemprego estava em 11,5%. Desde então, a taxa caiu continuamente ou permaneceu estável todos os meses por cinco anos.

A queda de agosto foi uma surpresa, já que a previsão de economistas consultados pela Agêrncia britânica Reuters era de que a taxa permaneceria inalterada a partir de julho.

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