Onda fascista promove execuções sumárias por todo o país

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Publicado sábado, 24 de março de 2018 as 17:37, por: CdB

As execuções sumárias de Marielle e Anderson, no Rio, completam dez dias junto com o assassinato do líder do MST Waldomiro Pereira, no Pará. A onda fascista que se espalha por todo o país tem gerado vítimas todos os dias.

 

Por Redação – de Belém e Rio de Janeiro

 

Passados os primeiros dez dias da morte da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes, uma outra execução sumária, levada a cabo no mesmo dia, também segue insolúvel.

Waldomiro Pereira, coordenador do MST, foi alvo de uma das tantas execuções primárias que a onda fascista tem promovido, país afora
Waldomiro Pereira, coordenador do MST, foi alvo de uma das tantas execuções primárias que a onda fascista tem promovido, país afora

Na segunda-feira da semana passada, um grupo de homens armados invadiu o Hospital Geral de Parauapebas, no sudeste do Pará, e executou a tiros Waldomiro Costa Pereira, assessor do gabinete da Prefeitura do município. Ele era um dos principais líderes do Movimento dos Sem Terra (MST) na região.

Os vigilantes do hospital relataram que, por volta de 2h30, foram rendidos por cinco homens armados e encapuzados que chegaram em duas motocicletas. Três dos suspeitos entraram no prédio em direção à UTI, onde a vítima estava internada há dois dias. Já havia sofrido um ataque dentro do próprio sítio, no município. Não havia, porém, qualquer segurança adicional para lhe proteger a vida.

Jagunços



Segundo os vigilantes, toda a ação, que durou cerca de três minutos, foi registrada pelas câmeras de segurança do hospital. A Polícia Civil informou que abriu inquérito para investigar o caso.

Em nota, a Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, limitou-se a disponibilizar todas as imagens do circuito interno de gravação do hospital para as autoridades policiais.

Milicianos

Para o sociólogo Gilson Caroni Filho, professor universitário no Rio de Janeiro, a questão ganha dimensões nacional e internacional.

“Desde a consumação do golpe, mais de 100 trabalhadores rurais foram assassinados na luta por reforma agrária. Os dados são da Comissão Pastoral da Terra. A caravana que acompanha o ex-presidente Lula foi atacada por jagunços de latifundiários, nesta sexta-feira.

Ficamos assim: nas cidades, milicianos matam quem luta por direitos. Nos campos, o serviço fica por conta dos funcionários de fazendas. Em meio a tudo isso; mídia e judiciário, de mãos dadas, fazem da mentira o único princípio de organização social”, concluiu.

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