Opep: perspectiva de alta no mercado de petróleo em 2020

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Publicado terça-feira, 5 de novembro de 2019 as 13:18, por: CdB

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados liderados pela Rússia se reúnem em dezembro para revisar a política de produção.

Por Redação, com Reuters – de Viena

As perspectivas do mercado de petróleo para 2020 podem ter um potencial positivo, parecendo minimizar a necessidade de cortes mais profundos na produção, disse nesta terça-feira o secretário-geral da Opep, Mohammad Barkindo.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados liderados pela Rússia se reúnem em dezembro para revisar a política de produção.

Desde janeiro, a chamada aliança Opep+ implementou um acordo para reduzir a produção de petróleo em 1,2 milhão de barris por dia
Desde janeiro, a chamada aliança Opep+ implementou um acordo para reduzir a produção de petróleo em 1,2 milhão de barris por dia

Desde janeiro, a chamada aliança Opep+ implementou um acordo para reduzir a produção de petróleo em 1,2 milhão de barris por dia para apoiar o mercado. O pacto termina em março de 2020.

– Com base nos números preliminares, 2020 parece ter potencial positivo – disse Barkindo em entrevista.

Questionado se estava mais otimista em relação ao mercado do que em outubro, quando disse que todas as opções estavam abertas, incluindo um corte mais profundo, Barkindo respondeu que o quadro havia melhorado.

– Definitivamente, existem pontos mais brilhantes. As perspectivas à medida que nos aproximamos de 2020… Os números estão parecendo mais refinados e a imagem está parecendo mais brilhante – disse ele.

Sobre se o mercado parecia estar com excesso de oferta para o próximo ano, Barkindo disse: “Ainda não estamos lá. Não é possível para nós antecipar todos os processos” de revisão do mercado antes da reunião de dezembro.

Barkindo também disse que o Brasil seria bem-vindo ao grupo de produtores de petróleo, mas o país ainda não havia feito um pedido oficial para isso.

– Eles seriam muito bem-vindos – disse Barkindo a repórteres, acrescentando que as consultas foram realizadas em Riad.

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse no mês passado que gostaria que seu país se juntasse à Opep, uma medida que adicionaria o novo produtor mais significativo ao cartel de petróleo por anos.

O presidente disse que consultaria sua equipe, mas a declaração sobre a Opep encontrou ceticismo no setor de energia do Brasil.

Mais cedo na terça-feira, a Opep divulgou seu World Oil Outlook 2019, no qual o grupo de produtores disse que forneceria uma quantidade decrescente de petróleo nos próximos cinco anos, à medida que a produção dos EUA e outros rivais se expandem.

Produção em queda no Brasil

A produção de petróleo do Brasil em setembro atingiu 2,927 milhões de barris por dia, redução de 2,1% ante mês anterior, mas um aumento de 17,8% versus o mesmo mês de 2018, informou nesta terça-feira a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O principal motivo para a queda na produção ante agosto foi a parada programada do FPSO Pioneiro de Libra, no campo de Mero, acrescentou a reguladora.

A ANP destacou que os campos de Lula, Búzios e Sapinhoá, todos no pré-sal da Bacia de Santos, produziram 1,924 milhões de barris de óleo equivalente ao dia, o que correspondeu a cerca de 51,5% da produção brasileira em setembro.

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