Operação Carnaval da Vigilância Sanitária faz inspeções na Zona Sul

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Publicado quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020 as 11:20, por: CdB

Na ação, as equipes fizeram 183 inspeções, emitiram 58 termos de intimações com adequações a serem providenciadas e aplicaram 57 infrações por falta de licenciamento, de higiene e de validação da esterilização.

Por Redação, com ACS – de Rio de Janeiro

A Operação Carnaval da Vigilância Sanitária do Rio fiscalizou na terça-feira, 11, estabelecimentos de alimentos, beleza, saúde e até pets em Botafogo, na Zona Sul do Rio. De olho na prevenção de riscos à saúde da população, 30 técnicos vistoriaram consultórios odontológicos, farmácias, clínicas veterinárias e até centros de depilação, reforçando as orientações higiênico-sanitárias e conferindo as condições de estabelecimentos em pontos oficiais de folia, como áreas do roteiro de blocos.

Inspeção prévia de carnaval em Botafogo
Inspeção prévia de carnaval em Botafogo

Na ação, as equipes fizeram 183 inspeções, emitiram 58 termos de intimações com adequações a serem providenciadas e aplicaram 57 infrações por falta de licenciamento, de higiene e de validação da esterilização. Em um dos locais, os fiscais identificaram cera de depilação armazenada inadequadamente e inutilizaram o produto.

Iniciado em 8 de janeiro, o planejamento especial que segue ao longo de toda esta semana na Zona Sul já percorreu ruas do Humaitá, Centro, Lapa, Santa Teresa e Madureira. Com a parcial desta terça, já são 936 inspeções prévias realizadas pela Operação Carnaval, que resultaram em 271 termos de intimação, 344 infrações, 18 interdições (quatro delas totais) e 44 coletas de amostras de alimentos, com o descarte de 98 quilos de produtos impróprios ao consumo e de três frascos de soro fisiológico vencidos. Nas interações educativas, técnicos da Superintendência de Educação da Vigilância distribuíram mais de dois mil folhetos com orientações como os cuidados na limpeza de reservatórios de água.

As equipes

As equipes conferem itens como a procedência, validade, armazenamento e manipulação dos alimentos; o gerenciamento de resíduos e os sistemas de água e climatização; os serviços de saúde; e até as condições oferecidas pelos estabelecimentos aos funcionários e clientes. Apenas na ação do Humaitá, foram 74 infrações, sendo que 49 delas por falta de licença sanitária. Desde o ano passado, com a implantação do primeiro Código Sanitário do Município, o documento tem que estar exposto na parede, em local visível a todos.

– A licença é uma segurança para o consumidor, que com ela pode conferir se o estabelecimento está licenciado por nós. Na ação do Humaitá, 66% das infrações que aplicamos foram por falta de licença, e não podemos abrir mão disso – alerta Márcia Rolim, subsecretária de Vigilância Sanitária do Rio.

Organizado pela Coordenação de Fiscalização Sanitária, o planejamento operacional reúne técnicos das coordenações de Alimentos, de Saúde e de Engenharia; do Laboratório Municipal de Saúde Pública (Lasp); do Núcleo de Inspeção e Fiscalização dos Ambientes de Trabalho (Nifat); e da Superintendência de Educação da Vigilância. Na Zona Sul, a operação é realizada por 30 fiscais que diariamente se concentram na tenda montada em um ponto estratégico do bairro a ser fiscalizado e que também receberá as ações educativas, como a distribuição de panfletos e as orientações levadas à população e a donos e funcionários dos comércios que precisam passar pela capacitação em boas práticas de higiene.

– Promovemos cursos para as mais diversas áreas profissionais, com conteúdos que variam de acordo com o segmento. Mas todos eles são certificados pela Vigilância, e exigimos a carteira oficial nas inspeções – ressalta a médica-veterinária Marissol Figueiredo, coordenadora de Eventos da Superintendência de Educação da Vigilância.

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