Operação combate desvio de recursos públicos em Pernambuco

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Publicado quarta-feira, 11 de novembro de 2020 as 12:05, por: CdB

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira uma operação em Pernambuco para apurar o uso de casas lotéricas de propriedade de políticos para lavagem de dinheiro decorrente de crimes de desvio de verba pública e de corrupção.

Por Redação, com ABr – de Brasília/São Paulo

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira uma operação em Pernambuco para apurar o uso de casas lotéricas de propriedade de políticos para lavagem de dinheiro decorrente de crimes de desvio de verba pública e de corrupção. Os envolvidos podem responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, fraudes a licitações, peculato e corrupção ativa.

Esquema envolve políticos e casas lotéricas
Esquema envolve políticos e casas lotéricas

Batizada de Mapa da Mina, a ação é realizada em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU). A PF cumpriu 25 mandados de busca e apreensão, sendo 23 na Região Metropolitana de Recife, um em Caruaru e um na cidade de Floresta. Participam das buscas 100 policiais federais, além de auditores da CGU.

“A investigação, iniciada em abril de 2018 com a deflagração da Operação Decimus, identificou que um grupo empresarial comandado por oficial da PM/PE [Polícia Militar de Pernambuco], com atuação na área de vigilância e de serviços gerais, teve crescimento econômico vertiginoso a partir de 2013, a reboque de contratos com entidades públicas municipais, estaduais e federais, mediante dispensas de licitação suspeitas ou processos licitatórios direcionados”, informou a Polícia Federal.

Contratos milionários

Segundo ela, de 2013 até 2020, duas das empresas do grupo receberam aproximadamente R$ 175 milhões dos cofres públicos (aproximadamente R$ 54 milhões de municípios, cerca de R$ 105 milhões de entidades estaduais e R$ 16 milhões de entidades federais).

A PF disse, também, que os indícios colhidos na primeira fase da operação mostram que os políticos investigados atuam em parceria com o grupo empresarial junto a dirigentes de alguns desses órgãos públicos, com o objetivo de direcionar licitações ou sua dispensa em favor de empresas do grupo.

“Apurou-se que as firmas beneficiadas com os contratos públicos milionários, ou outras empresas a elas coligadas, transferem dinheiro rotineiramente para cinco casas lotéricas de propriedade dos agentes políticos envolvidos, mantidas apenas para viabilizar o processo de lavagem de dinheiro, já que as lotéricas não geram lucros reais para seus sócios. As somas transferidas já totalizam mais de R$ 14 milhões, de 2013 até a corrente data”, finalizou a Polícia Federal.

Corrupção

A Polícia Federal ( PF) lançou nesta quarta-feira uma operação para apurar denúncias de corrupção envolvendo um servidor público federal. Foram emitidos 13 mandados de busca e apreensão em endereços do servidor aposentado e pessoas ligadas a ele.  As ações foram realizadas na capital paulista, em Sorocaba (SP),  Araçoiaba da Serra (SP), Ibiúna (SP) e no Guarujá (litoral paulista).

A Justiça determinou ainda o bloqueio de contas bancárias, veículos e 134 imóveis até o limite de R$ 421 milhões.

Segundo a PF, as investigações sobre o caso começaram em 2018, em Sorocaba, interior paulista. São apuradas as práticas dos crimes de corrupção, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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