Operação em trens orienta passageiros sobre lei que garante assento a idosos

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Publicado quinta-feira, 8 de agosto de 2019 as 13:54, por: CdB

Há duas semanas, uma fiscalização no Metrô Rio flagrou vários idosos em pé nos vagões.

Por Redação, com ACS – de Rio de Janeiro

Guardas municipais e agentes da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio (Agetransp) e da Supervia percorreram vagões de trens da concessionária, na quarta-feira, para verificar se o decreto do prefeito Marcelo Crivella, de 26 de fevereiro de 2019, que garante todos os assentos para pessoas idosas, gestantes, obesos, pessoas com crianças de colo e deficientes físicos, estava sendo cumprido.

Guardas municipais colam adesivo em idosos

O secretário municipal de Envelhecimento Saudável, Qualidade de Vida e Eventos, Felipe Michel, fez uma viagem da estação Santa Cruz até a Central do Brasil e flagrou vários idosos em pé. Ele alertou os passageiros e distribuiu panfletos informativos sobre a legislação. Não foram aplicadas multas.

Os adesivos que serão afixados nos vagões, com as informações sobre as novas regras, ainda estão em fase de confecção e, segundo a Supervia, dentro de 60 dias estarão nos trens. Atualmente, uma mensagem de áudio é divulgada em todas as estações, alertando que todos os assentos são preferenciais.

Há duas semanas, uma fiscalização no Metrô Rio flagrou vários idosos em pé nos vagões. Com as operações, o secretário pretende conscientizar as pessoas que ainda não respeitam a lei:

– Temos uma população cada vez mais idosa e que não tem seus direitos assegurados. Nossa intenção não é multar, apesar de a multa estar prevista no decreto, e sim conscientizar.

A aposentada Rosa da Silva Fonte, que anda de trem frequentemente, reclamou que as pessoas fingem estar dormindo só para não ceder o lugar:

– Vou até Realengo em pé. Muitas vezes até criam caso, fazem cara feia. Esquecem que um dia vão chegar a minha idade.

Vigilância Sanitária

Três auditórios lotados por profissionais de nove estados brasileiros discutindo temas inovadores e polêmicos de prevenção de riscos à saúde pública, como a desburocratização das ações de fiscalização. Assim foi o primeiro dia da Convisa Rio, conferência nacional iniciada na terça-feira, e que segue até esta quinta, no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova.

Organizado pela Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses da Prefeitura do Rio, o encontro oferece palestras e mesas-redondas, mostra de trabalhos científicos e dez estandes com novidades da área de saúde, além de uma exposição com um acervo do século passado – como um ovino de duas cabeças e um suíno com o focinho deformado mantidos no formol – para registrar a evolução da Vigilância Sanitária no Rio.

Na quarta, estão sendo debatidos assuntos como modelos de construção da rotulagem de alimentos com advertências ao consumidor,  os desafios no controle da salmonelose no Brasil e a presença de metais pesados no pescado.

A abertura da Convisa Rio contou com a participação da Banda da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, homenagens a três administradores que contribuíram de forma diferenciada com a Vigilância e mensagens de boas-vindas. A primeira delas foi a da subsecretária de Vigilância Sanitária, Márcia Rolim, que reforçou a importância do evento para o avanço das ações nas ruas. “Temos muitas conquistas nessa gestão, e hoje estamos participando de uma delas. O segredo é entender que esse projeto não é meu, não é de ninguém, tudo é fruto de um trabalho de equipe. Sairemos daqui com muitas motivações”, afirmou a subsecretária Márcia Rolim.

Já a secretária municipal de Saúde, Beatriz Busch, destacou o ineditismo do encontro ao reunir órgãos fiscalizações com empresários e outros representantes dos segmentos fiscalizados.

– É muito raro uma demonstração de transparência tão grande como a que vemos aqui. Nós temos o setor regulado sentado em uma plateia junto aos técnicos de todo o país. Isso comprova o foco desse encontro, um espaço de discussão e de estabelecimento de políticas públicas. Esperamos desse evento frutos que serão distribuídos a todo o país – disse a secretária Beatriz Busch, à frente da pasta que abriga a Vigilância Sanitária em sua estrutura.

A solenidade de abertura foi encerrada com um resumo das ações implantadas pela atual gestão, apresentado pela primeira-dama do município, Sylvia Jane Crivella, que detalhou até com números os 16 principais programas, como a implantação do único programa de residência em medicina veterinária com foco em vigilância sanitária; um concurso público para a área, o que não acontecia há 20 anos; e a criação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), ganho expressivo para produtores artesanais de produtos de origem animal, como queijos e hambúrgueres, que poderão se legalizar. Ainda esse mês, será inaugurado o centro cirúrgico do Centro de Controle de Zoonoses, para atender demanda de castrações de animais na Zona Oeste.

Abertura

Ainda na abertura, a Vigilância homenageou três gestores que muito especialmente contribuíram para o crescimento do órgão. Um deles foi o delegado de Polícia Civil Fernando Villas Bôas (in memoriam), que esteve à frente da Vigilância de 2001 a 2005, quando faleceu aos 41 anos de febre maculosa. O reconhecimento foi feito à viúva Simone Sibilio, promotora de Justiça, acompanhada da filha do casal, Carolina Sibilio Villas Bôas, de 19 anos. Outro homenageado foi o médico-veterinário Heráclio Schiavo, que comandou a Vigilância do Rio na década de 80, época de muitas conquistas para a área. O terceiro foi o vereador Dr. Carlos Eduardo, primeiro secretário de Saúde da atual gestão da Prefeitura e à frente dos debates sobre o Código Sanitário na Câmara dos Vereadores, aprovado por unanimidade (44 votos a favor e uma abstenção) em dezembro passado.

A primeira palestra foi do empresário Pedro Salomão, dono da Radio Ibiza e autor de livros de auto ajuda com conteúdos de incentivos que deram o tom da Convisa Rio, que reúne 500 congressistas, entre representantes dos setores regulados (como supermercados, restaurantes, hospitais, escolas e farmácias) e relacionados (shoppings e lojas de departamentos), pesquisadores, acadêmicos, órgãos fiscalizadores, gestores e técnicos de órgãos sanitários de diversos pontos do país. Neste primeiro dia, participaram profissionais de Minas Gerais, Alagoas, Ceará, Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco e Brasília.

Reforço

A primeira mesa-redonda do dia foi inaugurada pelo CEO do Rock in Rio, Luís Justo, com o presidente da RioTur, Marcelo Alves, para o debate de um tema que não poderia ser outro: “Eventos de Massa”. Justo destacou a perseverança e a importância do trabalho em equipe. “Nos relacionamos com 69 entidades públicas diferentes para fazer acontecer o RIR. E quanto à Vigilância Sanitária, costumo sinalizar a minha equipe que, quando os fiscais chegam no evento, é quando o reforço que precisávamos está chegando. E é com esse olhar que gostaríamos de influenciar outros empreendedores”, alertou Justo.

Estandes

Um dos 10 estandes é da Vigilância, onde o público encontra informações sobre as os principais programas do órgão, como o primeiro Código Sanitário do Município de folhetos sobre leishmaniose, febre amarela e outras zoonoses. A Fiocruz marca presença com obras acadêmicas e há novidades como laboratórios divulgando exames para análise de 16 doenças. Em cinco minutos e com apenas uma gota de sangue do paciente, é possível identificar patologias como H.Pylore, HIV, Dengue e Malária.

A Convisa tem ainda mostra de trabalhos científicos e exposição com fotografias, documentos e outras peças que relembram a trajetória de mais de cem anos da vigilância sanitária no Rio, iniciada em 1917.

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