Osteoporose: entenda a doença silenciosa que torna ossos frágeis e quebradiços

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Publicado terça-feira, 30 de outubro de 2018 as 10:24, por: CdB

A osteoporose é a principal causa de fraturas na população acima de 50 anos e afeta especialmente as mulheres na pós-menopausa e idosos.

Por Redação, com ACS – de Brasília

Viver com medo de cair e quebrar um osso a qualquer momento é parte da realidade das pessoas que vivem com a osteoporose. A doença, caracterizada pela diminuição da massa óssea, faz com que os ossos fiquem mais frágeis, aumentando a possibilidade de fraturas.

A doença, caracterizada pela diminuição da massa óssea, faz com que os ossos fiquem mais frágeis, aumentando a possibilidade de fraturas

A osteoporose é a principal causa de fraturas na população acima de 50 anos e afeta especialmente as mulheres na pós-menopausa e idosos. Apesar de ser uma doença muito associada ao envelhecimento, alguns hábitos de vida também podem influenciar na ocorrência da osteoporose, como o sedentarismo, má-alimentação e o consumo de bebidas alcoólicas.

Vivendo na pele

Conhecida como uma doença silenciosa onde normalmente não são notados sintomas, o diagnóstico costuma ser feito somente após a ocorrência de uma fratura. Juraldino Ferreira Vaz, 63 anos, conta que foi exatamente assim que descobriu que tinha a doença. “Descobri a doença em 2013, depois de uma queda onde quebrei o tornozelo. Naquele momento, nos exames, fiquei sabendo que tinha osteoporose”, conta.

Sendo uma doença que não ter cura, o tratamento é estabelecido com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da pessoa, também diminuindo o risco de fraturas e de doenças associadas. “Não faço nenhum tratamento especifico mas tomo bastante cuidado diariamente, tenho muito medo de cair e quebrar um osso. Pela experiência que eu tive com a fratura no tornozelo sei que o tratamento é demorado e muito doloroso, não quero passar por isso de novo”, lembra.

Se movimentar é essencial

Um dos pontos mais importantes no controle da doença é que a pessoa tenha um estilo de vida saudável, inclusive com a prática de exercícios físicos regular. Carla Oliva, 41 anos, é educadora física e criadora de um grupo de apoio para pessoas que vivem com osteoporose.

Ela explica que criou o grupo depois de identificar que muitas pessoas que conviviam com a doença tinham muitas dúvidas sobre atividades físicas e outros assuntos relacionados. “As atividades físicas são essenciais no processo de fortalecimento dos músculos e dos ossos. As pessoas normalmente acham que o osso não é ativo, mas na verdade nossos ossos estão em constante trabalho e os exercícios localizados podem auxiliar bastante nisso”, explica.

Além disso, Carla conta que acompanhar de perto pessoas que convivem com a doença fez com que ela tivesse uma nossa visão sobre a osteoporose. “Convivendo com essas pessoas percebi que muitas delas quando são diagnosticadas têm aquela sensação de que mundo caiu. Eu tento explicar que é possível viver sem medo quando sabemos aquilo que estamos fazendo. É possível manter uma vida e ativa mesmo com a doença”, explica.

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