Países africanos apostam na vacina russa para enfrentar pandemia

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Publicado segunda-feira, 21 de setembro de 2020 as 12:11, por: CdB

Países africanos esperam receber a vacina Sputnik V, declarou Workneh Gebeyehu, secretário-executivo da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD, na sigla em inglês).

Por Redação, com Sputnik – de Pretória

Países africanos esperam receber a vacina Sputnik V, declarou Workneh Gebeyehu, secretário-executivo da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD, na sigla em inglês).

Países africanos apostam na vacina russa Sputnik V para enfrentar pandemia no continente
Países africanos apostam na vacina russa Sputnik V para enfrentar pandemia no continente

– Um dos temas que abordei com o ministro [russo das Relações Exteriores, Sergei] Lavrov foi a mensagem dos países da IGAD, dos chefes de Estado e de governo dos países da IGAD que represento, que me pediram para que os povos africanos sejam os beneficiários desta vacina quando estiver disponível – afirmou Gebeyehu à agência russa de notícias Sputnik.

A IGAD é um bloco econômico da África Oriental constituído pelas nações Eritreia, Etiópia, Quênia, Somália, Sudão, Sudão do Sul, Uganda e Djibuti.

Gebeyehu indicou que Lavrov acolheu positivamente a proposta.

A África já registrou mais de 1,3 milhão de casos de coronavírus, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O secretário-executivo da IGAD sublinhou que a população não pode permanecer em constante parada econômica.

Grande quantidade de jovens

– Existe uma grande quantidade de jovens na África, muitos deles sem trabalho; as pessoas não podem simplesmente ficar em casa e morrer. São necessárias medidas de urgência, não só para a região do Chifre da África ou para a região da IGAD, mas para toda a África. Estamos pedindo aos nossos amigos da Rússia que considerem a África como recebedora da vacina contra a coronavírus-19 – enfatizou.

Em 11 de agosto, a Rússia registrou a primeira vacina contra o coronavírus no mundo. Atualmente, o medicamento, que gera imunidade de dois anos, está passando pelos testes da terceira fase com cerca de 40 mil voluntários.

A vacina, elaborada pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya e financiada pelo Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo), é baseada em dois vetores adenovirais humanos.

A revista científica britânica The Lancet publicou em 4 de setembro os resultados das fases um e dois dos testes clínicos que confirmaram a segurança e a eficácia da Sputnik V.

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