Paralisação começa a afetar atendimento hospitalar

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Publicado sexta-feira, 25 de maio de 2018 as 12:24, por: CdB

Em nota, a entidade pede aos manifestantes que bloqueiam as estradas em 22 unidades da federação que permitam a passagem dos veículos que transportam materiais médicos prioritários

Por Redação, com ABr – de Brasília:

A paralisação de caminhoneiros em todo o país começa a afetar os atendimentos hospitalares, inclusive as urgências e emergências. Segundo a Confederação Nacional de Saúde (CNS), em alguns estabelecimentos estão faltando produtos como gás medicinal, material anestésico, medicamentos, insumos para tratamento de água, entre outros.

Paralisação de caminhoneiros começa a afetar atendimento hospitalar

Em nota, a entidade pede aos manifestantes que bloqueiam as estradas em 22 unidades da federação; que permitam a passagem dos veículos que transportam materiais médicos prioritários.

– A confederação não se opõe a nenhuma manifestação. Entretanto, alerta que; caso esse apelo não conte com a compreensão dos senhores, os problemas no abastecimento de insumos essenciais vão aumentar – destacou.

Na nota, a entidade defende ser imprescindível que a reivindicação dos caminhoneiros não coloque em risco a saúde do cidadão.

Acordo

De acordo com o presidente da Federação Brasileira de Hospitais, Luiz Aramicy Bezerra Pinto; a situação já é crítica em Curitiba, Fortaleza, João Pessoa, no Recife e Rio de Janeiro.

– Os hospitais de várias capitais estão no limite dos estoques de oxigênio. Acho que se não tivermos uma solução até o fim do dia; enfrentaremos uma situação crítica – disse Aramicy à Agência Brasil.

Segundo ele, a federação já sugeriu aos diretores de hospitais que, caso o abastecimento não seja normalizado nas próximas horas, apenas os pacientes mais graves; emergenciais, sejam internados nas unidades de terapia intensiva (UTI).

Abcam

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) que representa 700 mil trabalhadores garante instruir os manifestantes a deixarem passar os veículos com medicamentos, cargas vivas, combustível e produtos perecíveis. Na quinta-feira a Abcam recusou a proposta apresentada pelo governo federal e manteve a orientação para que os motoristas mantenham a paralisação.

Mesmo após o governo anunciar um acordo com as lideranças do movimento, milhares de caminhoneiros mantêm bloqueios em diversas partes do país. Mais cedo, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que ainda não registra desmobilização nas rodovias do país.

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