Pesquisadores apresentam remédio promissor contra a gripe

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Publicado quinta-feira, 24 de outubro de 2019 as 10:12, por: CdB

Por enquanto, somente a vacina é capaz de proteger contra o vírus influenza. Se for tarde demais, descanso e chá também ajudam. Mas agora pesquisadores dizem ter desenvolvido molécula altamente eficiente contra a doença.

Por Redação, com DW – de Londres

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), são registrados todos os anos 1 bilhão de casos de influenza, a famosa gripe. Desses casos, de 3 milhões a 5 milhões são graves. Entre 290 mil e 650 mil pessoas morrem anualmente por doenças respiratórias relacionadas ao vírus.

Nova droga deverá ser testada em humanos no próximo ano, afirmam cientistas
Nova droga deverá ser testada em humanos no próximo ano, afirmam cientistas

Uma equipe de pesquisadores liderada pelo biomédico Richard Plemper, de Atlanta, nos Estados Unidos, testou com sucesso um medicamento antiviral contra a gripe. Por enquanto foram realizados estudos apenas com furões ou com tecidos da mucosa respiratória humana em laboratório.

A substância ativa denominada EIDD-2801 bloqueia uma enzima chamada ARN-polimerase, que desempenha um papel importante na multiplicação do genoma do vírus. Como resultado, o medicamento desencadeia mutações na carga genética viral.

Se ocorrerem mutações suficientes, os genes se tornarão ineficazes, e o vírus não poderá mais se multiplicar. Os médicos publicaram sua pesquisa na quarta-feira na revista Science Translational Medicine.

– A molécula é altamente eficiente contra a gripe – afirma Plemper, que ensina biomedicina na Universidade da Geórgia e desenvolveu a EIDD-2801 em colaboração com colegas da Universidade Emory. “Ela foi testada num amplo espectro de todas as cepas de influenza e, mais importante, representa uma barreira alta que o vírus dificilmente conseguirá superar.”

O medicamento

O medicamento também foi testado contra o vírus da gripe suína que eclodiu em 2009 em todo o mundo. Os furões são muito semelhantes aos humanos em sua resposta aos vírus influenza. Após o tratamento com a droga, eles mostraram estágios febris significativamente mais curtos do que cobaias no grupo de comparação.

Agentes antivirais anteriores enfrentaram o problema de os vírus serem capazes de desenvolver resistência aos medicamentos por meio de mutações. O cientista Mart Toots, um dos coautores do estudo, aponta que agora será muito difícil para o vírus escapar da nova molécula.

– Não identificamos mutações específicas de resistência até o momento – diz Toots. Ele afirma estar confiante de que “a barreira genética à resistência viral é alta” e que a nova droga tem um “alto potencial clínico como medicamento contra a gripe da próxima geração”.

Em 2020, os médicos pretendem testar o medicamento pela primeira vez em seres humanos.

Rinite alérgica

Rinite é a inflamação aguda ou crônica, infecciosa, alérgica ou irritativa da mucosa nasal. Os casos mais graves são, em sua maioria, são causados por vírus, já os casos crônicos ou recorrentes são geralmente determinados pela rinite alérgica, induzida pela exposição a componentes que possuem maior probalidade de causar alergias nas pessoas, entre eles os ácaros da poeira domiciliar, barata, os fungos, epitélio, urina e saliva de animais (cão e gato). Os principais irritantes são a fumaça do cigarro e alguns ingredientes utilizados em produtos de limpeza e construção.

A arquiteta Luciana Jobim, 28 anos, enfrenta diariamente as possibilidades de crise de rinite alérgica. “Por ser arquiteta e visitar muitas obras com poeira e cheiros fortes de tinta e outros materiais, tenho que lutar contra isso diariamente”, conta. Como toda alergia, a rinite pode apresentar duas fases: a primeira, chamada imediata, ocorre minutos após o estímulo; e a segunda, denominada fase tardia ou inflamatória, que ocorre de quatro a oito horas após o estímulo.

Os sintomas mais comuns são corrimento nasal, obstrução ou prurido nasal e muitos espirros um atrás do outro. Muitas vezes acompanham sintomas oculares como coceira, vermelhidão e lacrimejamento. Esses sintomas podem melhorar espontaneamente. Nos casos crônicos, pode ocorrer perda do paladar e do olfato. Luciana Jobim explica que procura manter a casa sempre limpa e arejada para ajudar no controle da doença. “Eu já acordo como se meu nariz estivesse entupido e qualquer alérgeno desencadeia minhas crises, por isso eu não tenho tapete e nem cortinas de tecido no meu quarto e é tudo muito limpo para não acumular poeira. Também evito ficar em locais empoeirados”, afirma.

O diagnóstico de rinite alérgica é clínico, com base nos dados de história e exame físico. Classificada atualmente com base na intensidade dos sintomas e seu impacto sobre a qualidade de vida do paciente.

É importante procurar um médico que irá pesquisar as causas de alergia e recomendar o tratamento mais adequado para controlar a doença, promover a prevenção e o alívio dos sintomas de forma segura e eficaz.

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