Petrobras quer vender fatia na Braskem o mais rápido possível

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Publicado sexta-feira, 6 de dezembro de 2019 as 14:18, por: CdB

Em outubro, a Petrobras já havia defendido publicamente como uma alternativa a listagem da Braskem no Novo Mercado da bolsa paulista B3, como forma de agregar valor à petroquímica. Para ser listada no Novo Mercado, a Braskem precisa ter apenas ações ordinárias em negociação.

 

Por Redação, com Reuters – de Londres

 

A Petrobras planeja vender sua fatia na Braskem em no máximo 12 meses e discorda “fortemente” de planos da controladora na petroquímica, Odebrecht, reportados recentemente em notícias, de adiar a negociação do ativo, afirmou nesta sexta-feira o presidente da petroleira estatal, Roberto Castello Branco.

A Braskem, uma das maiores indústrias químicas do país, está à venda no mercado internacional
A Braskem, uma das maiores indústrias químicas do país, está à venda no mercado internacional

Na segunda-feira, a agência inglesa de notícias Reuters publicou que os credores do conglomerado de construção Odebrecht estavam em negociações avançadas para adiar a venda de sua fatia na Braskem por dois anos, podendo ainda estender o prazo por 12 meses.

— A Petrobras está fortemente comprometida em desinvestir na Braskem. Nós lemos recentes notícias de que a Odebrecht, que controla a Braskem, propôs vender a companhia em 36 meses. Nós discordamos fortemente disso, nós queremos vender Braskem em, no máximo, 12 meses, para o mercado de capitais, transformando a empresa em uma ‘corporation’ — disse Castello Branco, ao participar de encontro com analistas e investidores em Londres para explicar o Plano Estratégico 2020-2024, lançado na semana passada.

Acordo formal

No plano da Odebrecht, reportado pela Reuters, a empresa propõe a bancos credores manter o recebimento da maior parte dos dividendos pagos pela petroquímica e que os bancos esperem um período mais longo antes de tentar vender as ações do conglomerado na empresa, segundo duas fontes.

A ideia seria um período de “standstill” de 24 meses, durante o qual não seria feito nenhum pagamento de dívida e o conglomerado receberia 80% dos dividendos pagos pela Braskem, que hoje são quase toda a receita da Odebrecht. Depois desse período, os bancos poderiam concordar com uma extensão do standstill por mais um ano.

Um acordo formal ainda não foi fechado.

Reestruturação

Em outubro, a Petrobras já havia defendido publicamente como uma alternativa a listagem da Braskem no Novo Mercado da bolsa paulista B3, como forma de agregar valor à petroquímica. Para ser listada no Novo Mercado, a Braskem precisa ter apenas ações ordinárias em negociação; além de seguir uma série de regras de governança de alto nível.

A Odebrecht tem 38,3% da Braskem, ou 50,1% do capital com direito a votos, enquanto a Petrobras tem uma participação total de 36,1%, ou 47% das ações com direito a voto, segundo informações do site da companhia.

A Odebrecht, após ser um dos principais alvos da Operação Lava Jato, está reestruturando R$ 51 bilhões em dívida, uma das maiores reestruturações da história da América Latina.

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