PF faz operação contra desvio de créditos tributários em SP

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Publicado quarta-feira, 25 de abril de 2018 as 11:18, por: CdB

Segundo o órgão, os desvios podem ter somado mais de R$ 300 milhões. Esta é a segunda fase da operação, que recebeu o nome de Manigância e que foi deflagrada no dia 22 de março

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Uma operação da Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira em São Paulo, combateu o desvio e comércio de créditos tributários da União. Segundo o órgão, os desvios podem ter somado mais de R$ 300 milhões. Esta é a segunda fase da operação, que recebeu o nome de Manigância e que foi deflagrada no dia 22 de março.

Uma operação da Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira em São Paulo, combateu o desvio e comércio de créditos tributários da União

Estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva; um de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão; expedidos pela 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

As buscas e prisões ocorrem nas cidades de São Paulo e Bragança Paulista. Até o momento, segundo a PF; foram presos um falso fiscal na cidade de Bragança Paulista e sua esposa; uma analista tributária da Receita Federal, além de empresários responsáveis por vender os créditos tributários que eram desviados pela analista.

A investigação teve início em dezembro de 2016; após a Receita Federal ter comunicado à PF possíveis crimes cometidos por uma servidora do órgão. A investigação procurava apurar a prática de corrupção passiva; e inserção falsa de dados em sistema de informação oficial por parte de uma analista tributária da Receita; que modificava a titularidade de créditos legítimos em benefício de outras empresas.

Os créditos lícitos

De acordo com a Polícia Federal, no esquema os créditos lícitos de grandes contribuintes eram selecionados; e desviados em favor de empresas intermediárias que eram geridas pelos criminosos.

Com a captação de possíveis interessados, os créditos eram então vendidos e transferidos aos beneficiários finais por meio de pedido eletrônico de compensação e restituição.

Os presos vão responder pelos crimes de associação criminosa; corrupção passiva, inserção de dados falsos em sistemas de informações e estelionato.

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