‘Pode correr sangue’, avisa líder dos caminhoneiros se o Exército intervir

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Publicado sexta-feira, 25 de maio de 2018 as 16:41, por: CdB

Questionado sobre a informação de que o governo pretende usar o Exército para liberar estradas se caminhoneiros não cederem, Fonseca disse que será “uma aberração”.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes afirmou, nesta sexta-feira, que se o governo obrigar a retirada dos bloqueios, nas estradas federais, “pode correr sangue”.

— Pode parar (a paralisação) se vier uma força policial muito forte para cima. Mas, ninguém vai conseguir tirar o caminhoneiro. Vai correr sangue nisso aí — disse Lopes, a jornalistas.

Acordo

Líder dos caminhoneiros, o empresário José da Fonseca Lopes quer que o locaute seja mantido
Líder dos caminhoneiros, o empresário José da Fonseca Lopes quer que o movimento seja mantido

Questionado sobre a informação de que o governo pretende usar o Exército para liberar estradas se caminhoneiros não cederem, Fonseca disse que será “uma aberração”.

— O caminhoneiro é uma pessoa rude, uma pessoa simples. Quando ele entra numa briga, é difícil de tirar ele dessa briga. Então, isso pode criar sérios transtornos. Espero que não. Eu vou fazer o que eu posso para acontecer isso — acrescentou.

Na véspera, Lopes deixou uma reunião no Palácio do Planalto enquanto ela estava em andamento. No encontro, nove das 11 entidades representativas do setor de transporte assinaram um acordo com o governo federal para tentar pôr fim à paralisação.

Diário Oficial

Em troca do compromisso de a Petrobras manter, por 30 dias, o preço reduzido do óleo diesel nas refinarias. E do governo estudar formas de reduzir o preço dos combustíveis; os líderes sindicais assinaram o acordo e prometeram suspender o movimento por 15 dias. A proposta foi recusada pela União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) e pela Abcam, que representa cerca de 700 mil trabalhadores.

— Eu fui lá defender um único item que, a meu ver, é o principal: o fim da cobrança da alíquota do PIS/Cofins e da Cide sobre o óleo diesel — pontuou o presidente da Abcam.

Em nota, a Abcam repudiou o acordo assinado. “Ao contrário de outras entidades que se dizem representantes da categoria, a Abcam, não trairá os caminhoneiros. Continuaremos firmes com pedido inicial: isenção da alíquota PIS/Cofins sobre o diesel, publicada no Diário Oficial da União”.

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