Polícia investiga grupo de empresas que fraudava licitações da Petrobras

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Publicado quarta-feira, 23 de outubro de 2019 as 11:31, por: CdB

O objetivo do grupo era vencer fraudulentamente licitações de grandes contratos com a Petrobras.

Por Redação, com ABr e Reuters – de Brasília

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira a 67ª fase da Operação Lava Jato, denominada Tango & Cash para investigar um grupo de empresas que se juntaram em uma espécie de “clube”.

A 67ª fase da Lava Jato foi deflagrada na manhã desta quarta-feira
A 67ª fase da Lava Jato foi deflagrada na manhã desta quarta-feira

O objetivo do grupo era vencer fraudulentamente licitações de grandes contratos com a Petrobras. A partir de 2006, segundo a PF, o clube chegou a ser composto por 16 grupos empresariais.

“A fim de dar aparência de licitude ao pagamento de propinas, o grupo empresarial investigado repassava valores via empresas offshore a ex-diretores e ex-gerentes da Petrobras, mediante a celebração de contratos fraudulentos de assessoria/consultoria. Um dos ex-diretores da estatal recebeu, entre 2008 e 2013, US$ 9,4 milhões, percebendo parcelas de propina mesmo depois de ter deixado o quadro da empresa em 2012”, diz a PF.

Policiais Federais cumprem 23 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e Paraná. A Justiça determinou também o bloqueio de ativos financeiros dos investigados no valor aproximado de R$ 1.7 bilhão.

De acordo com as investigações, suspeita-se de que propinas pagas em obras pela empresa envolvida nessa fase seria de 2% do valor de cada contrato, o que pode ter gerado o pagamento de R$ 60 milhões em propina.

Corrupção

Os mandados judiciais foram expedidos pela 13ª. Vara Federal de Curitiba e objetivam a apuração de crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de capitais.

Segundo a PF, o nome da operação, Tango & Cash, faz referência aos valores de pagamento das propinas e ao fato de que a empresa envolvida na investigação pertencer a um grupo ítalo-argentino.

Cartel de empreiteiras

A Polícia Federal saiu às ruas nesta quarta-feira para cumprir 23 mandados de busca e apreensão em uma nova fase da operação Lava Jato, desta vez para investigar executivos da italiana Techint por suspeita de participação no cartel de empreiteiras formado para fraudar licitações da Petrobras, informaram a PF e o Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com o MPF, a Techint pagou propinas milionárias, diretamente e por meio de suas subsidiárias brasileiras Techint Engenharia e Construção e Confab Industrial, a funcionários de alto escalão de três diferentes diretorias da Petrobras em troca de conseguir contratos com a estatal.

Somente três contratos da Petrobras com consórcios formados pela Techint somaram mais de R$ 3,3 bilhões, disse o MPF. Separadamente, a PF disse que as investigações aponta pagamento de até R$ 60 milhões em propina pela Techint em contratos com a Petrobras.

A pedido da Lava Jato, a Justiça Federal do Paraná decretou o bloqueio de ativos financeiros de investigados no valor aproximado de R$ 1,7 bilhão, disseram a PF e o MPF.

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