Polícia investiga desvios de recursos em prefeitura de cidade paraibana

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Publicado terça-feira, 8 de outubro de 2019 as 12:03, por: CdB

Uma organização criminosa que atuava no desvios de recursos públicos federais destinados à compra de medicamentos pela prefeitura do município de Cabedelo é alvo da Operação Xeque-Mate.

Por Redação, com ABr – de Brasília

Uma organização criminosa que atuava no desvios de recursos públicos federais destinados à compra de medicamentos pela prefeitura do município de Cabedelo, na região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba, é alvo da Operação Xeque-Mate da Polícia Federal (PF). Entre os investigados, estão um ex-deputado federal e um empresário.

A Operação Xeque-Mate cumpre oito mandados de busca e apreensão
A Operação Xeque-Mate cumpre oito mandados de busca e apreensão

Nesta fase da investigação, “busca-se elucidar os aspectos acerca da origem dos respectivos contratos firmados com empresas ligadas ao grupo familiar, o qual foi beneficiado com pagamentos da ordem de R$ 6,5 milhões, nos anos de 2014 a 2018”.

A operação

A operação conta com a participação de 50 policiais federais. Eles cumpriram nesta manhã oito mandados de busca e apreensão, em endereços relacionados aos investigados. As medidas judiciais foram expedidas pela 16ª Vara da Justiça Federal da Seção Judiciária da Paraíba

Segundo a PF, as pessoas envolvidas poderão responder pelos crimes de formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e fraude licitatória,, cujas penas, somadas, poderão chegar a mais de 30 anos de prisão.

Grande Curitiba

Equipes da Polícia Federal (PF), da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam cerca de 950 quilos de cocaína na noite de sexta-feira em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba.

Numa fiscalização integrada dos três órgãos federais de segurança, um furgão foi abordado por volta das 20h15, no quilômetro 1 da rodovia BR-376, próximo ao portal do município de São José dos Pinhais. Um homem de 39 anos, que transportava o entorpecente, foi preso em flagrante.

Segundo a PF, durante a fiscalização, os agentes estranharam o comportamento e a história contada pelo motorista da van, que havia sido parada na blitz, e decidiram verificar o conteúdo das 29 malas que ele transportava, com peso acima do normal.

A corporação informou que pretende aprofundar as investigações para identificar membros da organização criminosa envolvidos no depósito e no transporte da droga na região de Curitiba.

Transporte irregular

A Lei nº 13.855 que torna o transporte “pirata” de passageiros, incluindo de estudantes, passa a ser considerado infração gravíssima ao Código de Trânsito Brasileiro entra em vigor no sábado.

Publicada no Diário Oficial da União de 8 de julho, a Lei nº 13.855 alterou o Código, tornando mais rigorosas as penalidades aplicadas aos motoristas flagrados transportando passageiros mediante remuneração, sem terem a autorização para fazê-lo.

Ao ser classificado como infração gravíssima, o transporte irregular de estudantes passa a ser punido com multa de R$ 293,47 multiplicado pelo fator 5, totalizando R$ 1.467,35, e mais a remoção do veículo a um depósito.

Já o transporte remunerado de pessoas ou bens, quando não licenciado, passa de infração média a gravíssima, punida com multa e remoção do veículo. O motorista só não será punido em “casos de força maior ou com permissão da autoridade competente”.

Nos dois casos, os motoristas ainda perdem 7 pontos na carteira de habilitação, conforme estabelece o Artigo 259 do Código de Trânsito Brasileiro.

“Estrela Cadente”

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal deflagraram na semana passada operação sobre vazamentos de resultados de reuniões do Comitê de Política Monetária em 2010, 2011 e 2012, envolvendo o banco BTG Pactual, segundo as autoridades.

A operação, chamada de “Estrela Cadente”, apura o fornecimento de informações sigilosas na época sobre mudanças na Selic por parte da cúpula do Ministério da Fazenda e do Banco Central em favor de um fundo de investimento administrado pelo BTG, de acordo com o MPF.

“Operação conjunta investiga vazamentos…inseridos em contexto de obtenção de vantagens ilícitas mútuas entre banqueiro e agentes públicos do alto escalão do governo federal da época”, explicou o MPF.

A investigação foi instaurada a partir de colaboração premiada do ex-ministro Antônio Palocci, sendo investigada a possível prática, entre outros, de corrupção passiva e ativa, além de informação privilegiada e lavagem e ocultação de ativos.

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