Polícia cumpre mandados de busca em mais uma fase da Operação Faroeste

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Publicado quinta-feira, 19 de dezembro de 2019 as 11:41, por: CdB

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a quarta fase da Operação Faroeste para combater esquema criminoso de venda de decisões judiciais.

Por Redação, com ABr – de Brasília

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a quarta fase da Operação Faroeste para combater esquema criminoso de venda de decisões judiciais, por juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), além de corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos, evasão de divisas, organização criminosa e tráfico influência.

Os alvos dos mandados são um joalheiro e um advogado
Os alvos dos mandados são um joalheiro e um advogado

Nesta fase da operação, estão sendo cumpridos, na cidade de Salvador, quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), para obtenção de provas complementares de possível lavagem de dinheiro, “em endereços de um joalheiro e de um advogado, cujos negócios teriam sido utilizados como mecanismo de circulação de bens e valores obtidos de forma ilícita”.

Operação Faroeste

Na primeira fase da operação, deflagrada no dia 19 de novembro passado, os policiais federais cumpriram medidas judiciais determinadas pelo pelo ministro Og Fernandes, do STJ, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro também determinou o bloqueio de bens de alguns dos investigados, no total de R$ 581 milhões.

“O esquema envolve ainda o uso de laranjas e empresas para dissimular os benefícios obtidos ilicitamente. A suspeita é de que a área objeto de grilagem supere 360 mil hectares e que o grupo envolvido na dinâmica ilícita movimentou cifras bilionárias”, diz a nota da PGR.

A PGR denunciou, por organização criminosa e lavagem de dinheiro, quatro desembargadores do TJBA, entre eles o presidente da Corte, Gesivaldo Britto, que desde o mês passado encontra-se afastado de suas funções por do STJ. Além dos desembargadores, foram denuciadas também 11 pessoas, incluindo três juízes. Segundo a denúncia, foram lavados mais de R$ 517 milhões, com o pagamento de altas somas em espécie.

A peça de acusação descreve que o esquema, que teria funcionado entre 2013 e 2019, incluiu a transformação de um borracheiro num dos maiores latifundiários da Bahia, com um patrimônio de 366 mil hectares de terras e cifras que superam R$ 1 bilhão, em valores atualizados. Um hectare equivale, aproximadamente, a um campo de futebol.

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