Policia faz operação contra invasão do Maracanã

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Publicado terça-feira, 22 de outubro de 2019 as 11:15, por: CdB

Segundo as investigações, o grupo foi criado especialmente para marcar a invasão desta quarta-feira com mensagens trocadas em áudio e vídeo.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

Policiais civis da 18ª DP (Praça da Bandeira) cumpriram nesta terça-feira 27 mandados de prisão e outros 89 de intimação contra torcedores do Flamengo.

Policia Civil faz operação contra invasão do Maracanã
Policia Civil faz operação contra invasão do Maracanã

Cerca de 19 pessoas foram presas durante a  Operação Olhos de Águia, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, deflagrada nesta terça-feira, que desarticulou uma quadrilha que pretendia invadir o Estádio do Maracanã amanhã, quando o Flamengo enfrenta o Grêmio, na segunda partida da semifinal da Taça Libertadores da América. No primeiro jogo, em Porto Alegre, houve empate: 1 a 1.

A operação Olhos de Águia, como é chamada, é um desdobramento das investigações que apura um grupo de supostos torcedores do clube que marcava, por redes sociais, uma invasão ao Estádio do Maracanã, no jogo de amanhã à noite contra o Grêmio, pela semifinal da Copa Libertadores da América.

Segundo as investigações, o grupo foi criado especialmente para marcar a invasão desta quarta-feira com mensagens trocadas em áudio e vídeo.

Ameaça

De acordo com a secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), “foram observadas mensagens em que ele ameaçava matar policiais, praticar roubos, causar danos e constranger os torcedores da torcida do Grêmio”.

Mais de 100 integrantes de uma facção criminosa foram identificados.

Tiroteio

A delegada Carina Bastos, da 18a DP (Praça da Bandeira), confirmou que, no cumprimento de um dos mandados, na comunidade do Jacarezinho, a equipe da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foi recebida a tiros.

Na troca de tiros, uma pessoa morreu e outras duas feridas foram levadas para o Hospital Souza Aguiar. Este caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.

O grupo planejava invadir o Estádio do Maracanã nesta quarta-feira à noite, na segunda partida pela semifinal da Taça Libertadores da América entre Flamengo e Grêmio. Segundo a delegada, a acusação é de associação criminosa.

– Eles se associaram para a prática de diversos crimes, como roubo, falsificação de documentos, lesão ou até homicídio se fosse necessário, se a polícia impedisse a invasão. O que fosse preciso para eles invadirem o Maracanã. A simples associação para a prática de crimes já é tratado como crime.

Carina disse que o grupo no aplicativo de conversas WhatsApp foi identificado na sexta-feira e o tom das conversas promovia muita violência.

– Na sexta-feira, a gente recebeu a informação da criação desse grupo, pela inteligência digital, e então começamos a adotar diversas diligências para identificar os membros do grupo e tentar impedir que esse fato ocorresse. Foram diversas diligências o final de semana inteiro.

Segundo ela, o grupo era aberto e policiais da inteligência conseguiram se infiltrar na conversa.

As equipes da Core ainda estão nas ruas para cumprir os mandados. A investigação ainda não está concluída e podem ser expedidos mais mandados de prisão. A polícia ainda não decidiu se haverá restrição judicial para a presença de algum torcedor no jogo desta quarta-feira.

 

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