Polícia faz operação contra milícia que atua em Itaboraí

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Publicado quinta-feira, 4 de julho de 2019 as 13:09, por: CdB

De acordo com o Ministério Público, o grupo começou a se estabelecer na região entre o fim de 2017 e início de 2018.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

O Ministério Público e a Polícia Civil cumpriram nesta quinta-feira mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra 77 acusados de integrar uma milícia que atua em Itaboraí, na região metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com a Polícia Civil, o grupo é suspeito de ter promovido uma chacina que deixou 10 mortos em janeiro no município.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo é suspeito de terpromovido uma chacina

A milícia é também suspeita de ser responsável por vários homicídios, torturas, extorsões, desaparecimento de pessoas, roubos, exploração de TV a cabo clandestina e manutenção de cemitérios clandestinos.

Entre os acusados de integrar o grupo, que funciona como uma espécie da milícia que atua em Curicica, na Zona Oeste do Rio, e que seria liderada por Orlando Curicica, estão policiais militares e advogados.

De acordo com o Ministério Público, o grupo começou a se estabelecer na região entre o fim de 2017 e início de 2018, quando passou a controlar comunidades como Visconde de Itaboraí, Areal e Porto das Caixas, que antes eram dominadas pela facção criminosa Comando Vermelho.

Arma usada para matar Marielle

A informação de que várias armas, incluindo a que teria sido usada no assassinato da vereadora Marielle Franco, foram jogadas no mar da Barra da Tijuca levou a Polícia Civil a buscar ajuda da Marinha. As primeira tentativas ainda não resultaram na localização do armamento, mas novas buscas serão feitas no local.

Uma reunião na manhã de quarta-feira, no 1º Distrito Naval, no centro do Rio, serviu para discutir os detalhes da operação. Participaram delegados da Polícia Civil e oficiais da Marinha.

De acordo com depoimento de um barqueiro à polícia, uma pessoa apontada como cúmplice do policial reformado Ronnie Lessa alugou seu barco dizendo que era para pesca submarina, mas, quando chegou próximo ao Arquipélago das Tijucas, jogou várias armas ao mar, sendo que uma delas pode ser a usada na morte de Marielle e do motorista Anderson Gomes, na noite de 14 de março de 2018. Até agora a polícia não sabe qual foi a motivação nem quem são os mandantes dos assassinatos.

Buscas

O prosseguimento das buscas depende das condições do mar. A profundidade no local, segundo a Polícia Civil, varia de 30 metros a 50 metros, o que demanda o trabalho de mergulhadores especializados neste tipo de ação. Nesta época do ano, a temperatura da água é mais fria e também há turbidez, o que dificulta a localização visual do armamento.

Segundo um delegado que pediu anonimato, a investigação está avançando, e novidades devem ser apresentadas em breve. Lessa é apontado pelo Ministério Público estadual como o autor dos disparos contra a vereadora. O carro em que ele estava era dirigido pelo ex-policial Élcio de Queiroz. Ambos estão presos no Presídio Federal de Mossoró (RN).

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