Polícia do Rio combate lavagem de dinheiro por facção criminosa

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Publicado quinta-feira, 15 de outubro de 2020 as 14:26, por: CdB

Policiais civis cumpriram nesta quinta-feira oito mandados de prisão temporária e 30 de busca e apreensão contra suspeitos de lavar dinheiro de uma facção criminosa do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos depositavam o dinheiro ganho com a venda de drogas ilícitas no Rio em contas falsas. 

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

Policiais civis cumpriram nesta quinta-feira oito mandados de prisão temporária e 30 de busca e apreensão contra suspeitos de lavar dinheiro de uma facção criminosa do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos depositavam o dinheiro ganho com a venda de drogas ilícitas no Rio em contas falsas.

Polícia combate lavagem de dinheiro por facção criminosa no Rio
Polícia combate lavagem de dinheiro por facção criminosa no Rio

Moradores de comunidades de Japeri, São Gonçalo, Cabo Frio e Volta Redonda eram usados como laranjas da organização criminosa.

Parte do dinheiro era lavada e outra parte era usada por suspeitos em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná para comprar drogas e armas que abasteceriam as quadrilhas associadas à facção criminosa, que é uma das principais do Rio de Janeiro.

O esquema, segundo a Polícia Civil, movimentou R$ 20 milhões.

Arraial do Cabo

A Polícia Civil identificou um homem, de 38 anos, que violentou sexualmente três mulheres, em um período de 10 dias neste mês de outubro, em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos. Duas delas foram brutalmente estupradas. A terceira foi violentamente agredida, mas conseguiu fugir, após brigar com o criminoso.

O suspeito vinha sendo investigado pela equipe do projeto “As Guardiãs”, da 132ª DP, e foi preso em uma ação da Polícia Militar, nesta quarta-feira, em Cabo Frio, para onde fugiu após a tentativa de estupro da terceira vítima. Ele foi preso em flagrante também por roubo e receptação e foi reconhecido pelas vítimas do estupro. Com ele, a polícia apreendeu um automóvel roubado, além de pertences das mulheres. No veículo, havia diversas peças de roupa feminina.

As investigações revelaram que o homem andava com um carro prata por diferentes bairros de Arraial do Cabo, abordando mulheres nos pontos de ônibus e oferecendo o serviço de transporte. As vítimas eram levadas para as regiões de Monte Alto e Figueira, onde eram violentadas. O criminoso ameaçava as mulheres e dizia que estava armado.

A delegada Patrícia Aguiar, da DP de Arraial do Cabo, destacou a importância de as mulheres violentadas procurarem a delegacia.

– Este criminoso é extremamente violento. Além de estuprar as mulheres, ele as agredia. Inclusive, uma das vítimas está terrivelmente debilitada fisicamente. É extremamente importante que as vítimas de estupro compareçam à delegacia para que possam reconhecer esse criminoso – disse a delegada Patrícia Aguiar.

Além de estupros, roubo e receptação, o suspeito tem passagem pela polícia por extorsão e porte de drogas.

Estupro coletivo

A equipe da 13ª DP (Ipanema) apreendeu um adolescente por envolvimento em um estupro coletivo, que aconteceu na comunidade do Cantagalo, Zona Sul do Rio, no dia 27 de setembro deste ano. Policias encontraram o suspeito na casa de um tio, no município de Itaguaí, na Baixada Fluminense, na quarta-feira. A ação foi em cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça.

A Polícia Civil já cumpriu três mandados de prisão e dois de busca e apreensão contra os envolvidos no estupro da menor de 14 anos. Os três maiores, dois de 18 anos e um de 19, irão responder por estupro de vulnerável majorado e corrupção de menores, e os dois adolescentes, de 14 e 16 anos, por fato análogo a estupro de vulnerável majorado.

De acordo com o delegado Felipe Santoro, titular da unidade, o crime aconteceu na madrugada do dia 27 de setembro e foi comunicado à unidade no dia 4 de outubro, quando as investigações tiveram início.

– Assim que tomamos conhecimento do fato, fizemos a oitiva de forma especializada da vítima e os suspeitos foram identificados. Diante da materialidade e autoria do delito, a polícia representou pela prisão dos autores e busca a apreensão dos adolescentes, que foi deferida pela Justiça – explicou o delegado.

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