Programa de apoio a Bolsonaro na internet copia senhas de bancos

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Publicado segunda-feira, 27 de agosto de 2018 as 14:57, por: CdB

O Bolsocop, segundo o DCM, é uma espécie de browser com as cores da bandeira do Brasil, que ao ser clicado levará o usuário a uma tela de login do Facebook.

 

Por Redação – de São Paulo

 

“Cuidado quando receber arquivos pelo WhatsApp — principalmente se o arquivo fizer referência ao candidato à presidência Jair Bolsonaro. Grupos de seguidores do candidato estão utilizando o aplicativo de mensagens para espalhar um programa chamado Bolsocop, que transforma o dispositivo dos usuários que o instalam em um robô de spam, que irá compartilhar automaticamente publicações da campanha do candidato pelo Facebook”. A advertência foi publicada, nesta segunda-feira, no site de notícias Diário do Centro do Mundo, com base em informações do site Canaltech.

Bolsonaro baseia seu plano de governo na capacidade de o brasileiro andar armado
Bolsonaro baseia seu plano de governo na capacidade de o brasileiro andar armado

O Bolsocop, segundo o DCM, é uma espécie de browser com as cores da bandeira do Brasil, que ao ser clicado levará o usuário a uma tela de login do Facebook. Lá o programa pede as credenciais de usuário da rede social para que possa completar a instalação. Assim que instalado, o aplicativo começa a postar automaticamente as publicações dos perfis oficiais de Bolsonaro em todos os grupos que a pessoa participa, além da timeline do perfil pessoal.

Exército de robôs

Na prática, isso torna o usuário um replicador zumbi de conteúdos, o que faz com que o algoritmo do Facebook acredite que esses conteúdos possuem relevância maior do que o real. Além disso, o aplicativo é do tipo que possui permissão para acessar qualquer coisa do dispositivo da pessoa que o instalou, podendo até mesmo espionar o usuário através da câmera ou roubar senhas de bancos – o que faz o programa ser essencialmente um malware.

Segundo os criadores, o objetivo do Bolsocop é criar um “exército de robôs” para combater as fake news (notícias falsas) relacionadas ao candidato. O problema é que, na prática, ele pode trazer problemas para o candidato, já que a Lei das Eleições proíbe o uso de perfis falsos e robôs nas redes sociais para fazer propaganda eleitoral.

WhatsApp

Apesar da mensagem enviada não trazer informações sobre os criadores do aplicativo, uma investigação do site norte-americano de notícias The Intercept Brasil descobriu que ele foi desenvolvido por um grupo chamado JF Startup Studio.

Essa empresa está situada na cidade de Ji-Paraná, em Rondônia, e trabalha com o desenvolvimento de softwares de vendas nas redes sociais, como programas que enviam mensagens automáticas pelo WhatsApp ou que garantem aumentar o número de seguidores e curtidas no Instagram.

Contatado pela equipe do Intercept, um dos sócios da empresa afirmou que a iniciativa tinha partido dos próprios eleitores e não tinha nenhum vínculo com formal com o candidato, o que também foi confirmado por telefone pela assessoria de Bolsonaro.

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