Em protesto de pilotos da F1 contra o racismo, alguns não se ajoelham

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Publicado domingo, 5 de julho de 2020 as 17:03, por: CdB

Quase todos os pilotos repetiram o gesto antes do início da corrida. Leclerc e Max Verstappen, no entanto, usaram a camiseta preta com a frase “fim do racismo”, vestida por todos os competidores.

Por Redação, com Ansa – de Spielberg, Áustria

O piloto monegasco Charles Leclerc, da escuderia italiana Ferrari, liderou um grupo de pilotos que não se ajoelhou no momento da execução do hino no GP da Áustria, como um gesto de protesto contra o racismo, incentivado pelo britânico Lewis Hamilton. Dos 20 competidores, Max Verstappen, Antonio Giovinazzi, Daniil Kvyat, Carlos Sainz Jr., Leclerc e Kimi Raikkonen não fizeram o símbolo antirracista.

A maioria dos pilotos repetiu o gesto de protesto contra o racismo, na largada do GP da Áustria
A maioria dos pilotos repetiu o gesto de protesto contra o racismo, na largada do GP da Áustria

Quase todos os pilotos repetiram o gesto antes do início da corrida. Leclerc e Max Verstappen, no entanto, usaram a camiseta preta com a frase “fim do racismo”, vestida por todos os competidores. Mais cedo, o piloto da Ferrari já havia anunciado que não se ajoelharia durante o protesto.

— Acredito que o que importa são fatos e comportamentos em nossa vida cotidiana, em vez de gestos formais que poderiam ser vistos como controversos em alguns países. Não vou ficar de joelhos, mas isso não significa que estou menos comprometido do que outros na luta contra o racismo — explicou Leclerc.

Escolhas pessoais

A possibilidade de os pilotos se ajoelharem antes do início da corrida, que marca o início da temporada após a prorrogação em decorrência da pandemia do novo coronavírus, ocorreu após Romain Grosjean, da Haas, afirmar que planejava fazer o gesto.

Para Verstappen, sua atitude também não quer dizer que não esteja “muito comprometido com a igualdade e a luta contra o racismo”, mas acredita “que todos têm o direito de se expressar de cada vez e da maneira que lhes convém”.

— Hoje não vou me ajoelhar, mas respeitar e apoiar as escolhas pessoais que todo piloto faz  — concluiu.

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