Protestos violentos no Haiti já deixaram um rastro de 30 mortos

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Publicado segunda-feira, 21 de outubro de 2019 as 15:03, por: CdB

As violentas manifestações que sacodem o Haiti há seis semanas consecutivas deixaram um morto, no domingo. Segundo informações oficiais, trata-se da 30ª vítima fatal desde o início dos protestos.

Por Redação, com agências internacionais – de Porto Príncipe

As violentas manifestações que sacodem o Haiti há seis semanas consecutivas deixaram um morto, no domingo. Segundo informações oficiais, trata-se da 30ª vítima fatal desde o início dos protestos contra o presidente do país, Jovenel Moise, a quem consideram incapaz de dirigir o país.

Os haitianos ignoraram as declarações do presidente e seguiram culpando Moise pela profunda crise econômica ‘do país
Os haitianos ignoraram as declarações do presidente e seguiram culpando Moise pela profunda crise econômica ‘do país

Em Leogane, ao oeste de Porto Príncipe, capital do país, foram registrados os incidentes mais graves, onde os manifestantes atearam fogo na Câmara Municipal, no Palácio de Justiça e na sede de uma emissora de rádio que pertence ao deputado governista Jean Wilson Hippolite.

Durante os protestos, na cidade de Gressier, vizinha a Leogane, que coincidiram com o aniversário do assassinato de Jean Jacques Dessalines, herói da independência do Haiti, morto em 1806, a Câmara Municipal foi incendiada.

Em Porto Príncipe, as manifestações foram pacíficas. pelo menos mil pessoas participaram de uma passeata em direção ao Palácio Nacional, a residência oficial da presidência do país, sem entrar em confronto com os agentes que acompanhavam o ato.

Protestos

O protesto reuniu menos haitianos que o esperado pelos organizadores, que, após de um mês de manifestações contra o governo, tinham anunciado a convocação de uma greve geral para derrubar Moise do poder.

A mera convocação da greve foi o suficiente para paralisar as atividades econômicas em Porto Príncipe. Barricadas instaladas pelos manifestantes e incêndios em diferentes áreas da cidade atrapalhavam o trânsito. A maior parte das lojas sequer abriu para evitar depredação e saques.

Devido ao aniversário do assassinato de Jean Jacques Dessalines, Moise fez uma oferenda floral ao herói da independência haitiana em 1804. Em breve discurso, pediu à população que reflita quem são os “verdadeiros inimigos” do país e que se unam contra o “sistema”.

Os haitianos ignoraram as declarações do presidente e seguiram culpando Moise pela profunda crise econômica e pela paralisia institucional do país, exigindo que ele renuncie ao cargo.

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