PSB aprova neutralidade na disputa presidencial e veta apoio a Bolsonaro

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Publicado domingo, 5 de agosto de 2018 as 14:29, por: CdB

A resolução aprovada neste domingo pelo partido, segundo a qual o PSB apresentará suas propostas ao que chama de candidatos do campo progressista, despertou divergências entre alguns de seus integrantes

Por Redação, com Reuters – de Brasília

O PSB decidiu neste domingo, em Congresso Nacional do partido, por não se coligar formalmente com nenhum candidato na disputa pelo Palácio do Planalto.

A resolução aprovada neste domingo pelo partido, segundo a qual o PSB apresentará suas propostas ao que chama de candidatos do campo progressista, despertou divergências entre alguns de seus integrantes. Representantes dos diretórios do Distrito Federal e Minas Gerais, por exemplo, chegaram a apresentar proposta de apoio ao candidato do PDT, Ciro Gomes.

O PSB decidiu neste domingo, em Congresso Nacional do partido, por não se coligar formalmente com nenhum candidato na disputa pelo Palácio do Planalto

Ganhou, no entanto, em votação simbólica, a posição pela neutralidade na disputa nacional, que inclui ainda um veto a qualquer apoio à candidatura do candidato Jair Bolsonaro (PSL).

– Apresentaremos… aos candidatos do campo progressista, de centro-esquerda, a síntese de nossas propostas programáticas que viabilizem um projeto nacional de desenvolvimento sustentável, democrático e moderno, na verdade parte de uma tarefa civilizacional, sem contudo, celebrar coligação formal com nenhum dos candidatos à Presidência da República – diz a resolução aprovada pelo PSB.

– Nossa decisão de apoiar os candidatos progressistas no primeiro turno das eleições, vetando rigorosamente a qualquer membro ou secção partidária o apoio à candidatura do deputado Jair Bolsonaro, atende ao imperativo democrático de derrotar a candidatura da ultradireita, pelo que ela representa de ameaça à democracia e aos direitos humanos – aponta o documento.

No início, boa parte do partido, a maioria numérica dos diretórios estaduais,  nutria simpatia por uma coligação formal com o PDT. A inclinação, no entanto, não contava com a concordância de Estados chave para o partido, Pernambuco e São Paulo.

Somado a isso, movimentações do PT nos últimos dias e o peso que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstra em Estados do Nordeste, principalmente, mudaram o rumo do partido, que acabou decidindo pela neutralidade.

A opção do PSB pela neutralidade havia sido antecipada pela agência inglesa de notícias Reuters no início do mês, com informação de uma fonte.

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