Reunião entre chefe digital da UE e gigantes da tecnologia é adiada

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Publicado sexta-feira, 20 de novembro de 2020 as 11:17, por: CdB

Uma videochamada entre o chefe digital da União Europeia e representantes de Alphabet, Apple, Amazon e Facebook para discutir o projeto de regras que limitam o poder de mercado das empresas foi adiada para até 2 de dezembro, disse um funcionário da UE nesta sexta-feira.

Por Redação, com Reuters – de Bruxelas/São Francisco

Uma videochamada entre o chefe digital da União Europeia e representantes de Alphabet, Apple, Amazon e Facebook para discutir o projeto de regras que limitam o poder de mercado das empresas foi adiada para até 2 de dezembro, disse um funcionário da UE nesta sexta-feira.

A reunião tem como propósito discutir projetos de novas regras
A reunião tem como propósito discutir projetos de novas regras

O Comissário do Mercado Interno da UE, Thierry Breton, responsável pela regulamentação digital, reagendou a conversa que seria em 24 de novembro, devido a um compromisso institucional, disse o funcionário.

As novas leis

A reunião tem como propósito discutir projetos de novas regras conhecidas como Digital Services Act (DSA) e Digital Markets Act (DMA), que Breton deve apresentar em 9 de dezembro, juntamente com a Comissária Europeia da Concorrência, Margrethe Vestager.

As novas leis tem sido alvo de intenso lobby de empresas de tecnologia e plataformas online que argumentam que os reguladores devem usar a legislação atual antes de proporem novas regras e que a abordagem regulatória mais rígida pode prejudicar a inovação.

Facebook

O Facebook divulgou na quinta-feira pela primeira vez números sobre o predomínio do discurso de ódio em sua plataforma, dizendo que de cada 10 mil visualizações de conteúdo no terceiro trimestre, 10 a 11 incluíam discurso de ódio.

A maior empresa de mídia social do mundo, sob escrutínio sobre seu policiamento de abusos, especialmente em torno da eleição presidencial dos Estados Unidos de novembro, divulgou a estimativa em relatório de moderação de conteúdo trimestral.

O Facebook disse que tomou medidas em relação a 22,1 milhões de peças de conteúdo de discurso de ódio no terceiro trimestre, cerca de 95% dos quais foram identificados de forma proativa. No trimestre anterior, foram 22,5 milhões.

O Facebook define “agir” como práticas que incluem remoção de conteúdo, cobertura dele com um aviso, desativação de contas ou encaminhamento para agências externas.

Compartilhamento de fotos

O site de compartilhamento de fotos da companhia, Instagram, tomou medidas em 6,5 milhões de peças de conteúdo de discurso de ódio, contra 3,2 milhões no segundo trimestre. Cerca de 95% disso foi identificado de forma proativa, um aumento de 10% em relação ao trimestre anterior.

Em meados do ano, grupos de direitos civis organizaram um boicote generalizado de publicidade no Facebook para tentar pressionar as empresas de mídia social a agirem contra o discurso de ódio.

Em outubro, o Facebook anunciou atualização de sua política contra discurso de ódio para banir qualquer conteúdo que negue ou distorça o Holocausto, uma reviravolta nos comentários públicos que o presidente-executivo da rede social, Mark Zuckerberg, fez sobre o que deveria ser permitido na plataforma.

O Facebook também disse que tomou medidas em relação a 19,2 milhões de peças de conteúdo violento e gráfico no terceiro trimestre, contra 15 milhões no segundo. No Instagram, atuou em 4,1 milhões de peças de conteúdo violento e gráfico, ante 3,1 milhões no segundo trimestre.

O Facebook disse que suas taxas de localização de conteúdo que viola regras antes que os usuários denunciem aumentaram na maioria das áreas, devido a melhorias nas ferramentas de inteligência artificial e à expansão de suas tecnologias de detecção para mais idiomas.

A rede social também comentou que a pandemia de covid-19 continuou a perturbar sua força de trabalho de revisão de conteúdo, embora tenha dito que algumas medidas de fiscalização estão voltando aos níveis pré-pandêmicos.

O Facebook informou que tomou medidas em relação a 12,4 milhões de peças de nudez infantil e conteúdo de exploração sexual, ante 9,5 milhões no trimestre anterior.

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