Rio terá 11 candidatos à sucessão do prefeito Marcelo Crivella

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Publicado quarta-feira, 8 de janeiro de 2020 as 18:36, por: CdB

Os principais adversários de Freixo serão o atual e o ex-prefeito. Crivella estará apoiado apenas pelo PRB (legenda que abriga o braço político da Igreja Universal), enquanto Paes, às voltas com suspeitas de recebimento de caixa dois via Odebrecht e investigado na Lava-Jato, terá o apoio do DEM e do velho MDB.

 

Por Fábio Lau – do Rio de Janeiro

 

Onze em campo e mais um. Algum desavisado poderia supor se tratar de um time de futebol. Mas não é. É o conjunto de heróis ou desavisados que prometem disputar a sucessão do prefeito Marcelo Crivella à Prefeitura do Rio. Não esqueçamos que o próprio bispo da Universal, com uma popularidade muito aquém do que o mais otimista cristão poderia supor, tentará a reeleição.

Marcelo Freixo (PSOL-RJ) coloca sua candidatura à Presidência da Câmara
Marcelo Freixo (PSOL-RJ) coloca sua candidatura à prefeitura do Rio de Janeiro, com chances reais de chegar ao cargo

Desta vez, como em poucas vezes ocorreu desde a redemocratização*, a esquerda aparece com chances reais de vitória. O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) terá o apoio do PT (Lula) e do PV. Mas, curiosamente, os verdes, neste momento, ocupam uma pasta na administração do governador de ultra direita, Wilson Witzel.

Os principais adversários de Freixo serão o atual e o ex-prefeito. Crivella estará apoiado apenas pelo PRB (legenda que abriga o braço político da Igreja Universal), enquanto Paes, às voltas com suspeitas de recebimento de caixa dois via Odebrecht e investigado na Lava-Jato, terá o apoio do DEM e do velho MDB – o mesmo de Cabral e Pezão – ambos condenados por corrupção. Paes teve bens bloqueados no início do ano passado.

Flamengo

Os outros nomes correm por fora e alguns têm boas chances e motivos para abandonar o páreo. São eles:

• Martha Rocha (PDT), que tem o apoio do PSB – A ex-delegada e hoje deputada estadual carece de força na área que deveria surfar: Segurança Pública.

• Rodrigo Amorim (PSL) – Conhecido como rasgador da placa de Marielle Franco, adicionou ao currículo o de invasor do Colégio Pedro II. É deputado federal.

• Otoni de Paula (PSC) – Hoje deputado federal, Otoni ficou marcado na sua gestão pela Câmara do Rio quando debochou da homossexualidade do ex-vereador e hoje também federal, David Miranda. Fora isso….

• Bandeira de Mello (Rede) – Ele acreditava que daria finalmente força ao partido de Marina Silva caso o Flamengo fosse campeão do mundo. Com a derrota na final para o Liverpool, Bandeira entra em outro patamar. Mais baixo, naturalmente.

• Brizola Neto (PCdoB) – Deixou o PDT para ganhar espaço no partido de Jandira. E só.

• Marcelo Calero (PPS) – Se perguntasem a razão pela qual acredita que o eleitor votaria nele certamente não saberia responder. Nem nós.

• Mariana Ribas (PSDB) – “Quem?” Para os que não a conhecem, uma dica. Ela é jornalista. E o que mais? Nada mais.

Clarissa Garotinho (PROS) – Clarissa Garotinho é filha de Garotinho e de Rosinha. É deputada federal e, vez por outra, ao acordar, dizem, não lembra se seus pais estão presos ou livres – tal a quantidade de vezes que a Justiça determina a prisão do casal toda vez que precisa mudar de assunto – ou mudar o foco. Mas deve ser boato. Sobre sua candidatura… Pois é.

Fábio Lau é jornalista e defende a união da esquerda. Como não haverá, ele vai votar no Freixo – que terá o apoio de Lula.

*Na década de 90, César Maia (já um liberal do PFL) disputou com Benedita da Silva e Cidinha Campos a Prefeitura do Rio. E acabou levando. Bené perdeu no segundo turno.

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