Rio: Gabinete da Intervenção investiu R$ 437 milhões em segurança

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Publicado terça-feira, 2 de julho de 2019 as 14:37, por: CdB

Apesar da intervenção já ter terminado há seis meses, as entregas de equipamentos vão continuar nos próximos meses, uma vez que cerca de R$ 1,2 bilhão foram empenhados nos gastos.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

O Gabinete da Intervenção Federal (GIF) investiu R$ 437 milhões na segurança do Rio de Janeiro até junho deste ano. O dinheiro foi usado na compra de equipamentos para as polícias, bombeiros e agentes penitenciários do estado, áreas sob intervenção da União de fevereiro a dezembro do ano passado.

O Gabinete da Intervenção Federal (GIF) investiu R$ 437 milhões na segurança do Rio de Janeiro

Apesar da intervenção já ter terminado há seis meses, as entregas de equipamentos vão continuar nos próximos meses, uma vez que cerca de R$ 1,2 bilhão foram empenhados nos gastos.

De acordo com informações repassadas pelo gabinete, entre os R$ 437 milhões já investidos, R$ 198 milhões foram utilizados em peças para veículos e R$ 96 milhões em equipamentos de proteção como coletes; R$ 24 milhões em armas e munições; e R$ 13 milhões em equipamentos de perícia.

Cabral diz que Paes recebeu R$ 6 milhões

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral disse, durante depoimento na 7ª Vara Federal Criminal, que o empresário Arthur Soares, conhecido como Rei Arthur, atualmente foragido da Justiça, contribuiu com R$ 6 milhões, em caixa dois, para a campanha do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, em troca de ganhar uma licitação para oferecer serviços no Centro de Operações Rio (COR). O ex-prefeito nega ter recebido doações irregulares.

– Em 2008 eu consegui convencê-lo (Arthur) a ser o maior doador da campanha de Eduardo Paes. Ele deu cerca de R$ 6 milhões, até mais do que pra mim, na campanha do Eduardo. Houve depois um certo ruído entre ele e o Eduardo, porque ele reclamou que o Eduardo não o atendia com contratos. Acabou sendo atendido na área da saúde e também na área do centro de controle da prefeitura, o centro de operações, aí ele ganhou a concorrência. Foi endereçada para ele, para contemplar pela ajuda dele na campanha eleitoral – disse o ex-governador, na segunda-feira, ao juiz Marcelo Bretas.

Cabral explicou que Paes, em sua primeira campanha à prefeitura, detinha percentuais muito baixos de intenção de votos e que seria necessário injetar dinheiro na campanha para viabilizá-lo eleitoralmente.

Jogos Olímpicos

Cabral pediu para ser reinterrogado na 7ª Vara Federal Criminal, a fim de trazer novos elementos aos autos, sobre a operação Unfair Play, que investiga, entre outras coisas, irregularidades na campanha vitoriosa para o Brasil sediar os Jogos Olímpicos de 2016.

Na próxima quinta-feira, Cabral adiantou que falará especificamente sobre o processo, sobre o qual recaem suspeitas de favorecimentos a comitês olímpicos para votarem no Rio como sede.

Procurado para se pronunciar sobre as declarações de Cabral, o ex-prefeito do Rio respondeu em nota, dizendo que todas as doações feitas para as campanhas dele sempre foram realizadas de forma voluntária e espontânea. “As doações foram declaradas e devidamente aprovadas pela Justiça Eleitoral. Aliás, o próprio Sr. Sérgio Cabral já admitiu, perante o juiz Marcelo Bretas, que Eduardo Paes não fazia parte da sua organização”.

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