Rio realiza 2,5 mil cirurgias bariátricas 

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Publicado quinta-feira, 29 de novembro de 2018 as 14:04, por: CdB

O projeto é o único no Brasil a realizar o procedimento exclusivamente por videolaparoscopia, procedimento menos invasivo.

Por Redação, com ACS – do Rio de Janeiro

O Programa de Cirurgia Bariátrica, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, chegou à marca de 2,5 mil procedimentos realizados. O projeto é o único no Brasil a realizar o procedimento exclusivamente por videolaparoscopia, procedimento menos invasivo. Atualmente, são realizadas cerca de 40 cirurgias e 160 atendimentos ambulatoriais por mês. Entre consultas e cirurgias, já foram atendidas cerca de 4 mil pessoas.

Procedimento é feito por técnica menos invasiva e está disponível gratuitamente

Coordenador do programa, referência internacional, o médico Cid Pitombo explicou que a técnica traz diversos benefícios.

– Além de ser a mais moderna, é menos invasiva e mais rápida. A cirurgia é feita em cerca de 35 minutos e o paciente volta para casa em dois dias, sem necessidade de ficar no CTI no pós-operatório. Em cerca de 15 dias, o operado pode voltar com a vida normal, caso o trabalho não exija esforço físico – disse Cid Pitombo.

Criado há 8 anos, o Programa de Cirurgia Bariátrica do Estado do Rio funciona no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Para se candidatar a uma cirurgia bariátrica no Sistema Único de Saúde (SUS), o paciente deve procurar atendimento em uma Clínica da Família próxima da residência para que um médico avalie a necessidade da cirurgia. Se a operação for indicada, o médico solicita uma segunda avaliação para a Central Estadual de Regulação, que encaminha o pedido de forma online. O paciente é contatado e tem uma consulta de avaliação marcada.

Antes da cirurgia, há um rigoroso programa de preparo obrigatório, com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar (médico, enfermeiro, nutricionista e psicólogo). Nem todos os portadores de obesidade severa ou mórbida podem passar pelo procedimento.

Vida nova

Passar na roleta de um ônibus é um ato diário simples para a maioria dos brasileiros. Mas para pessoas com obesidade mórbida pode representar incômodo e constrangimento. É o que acontece com o auxiliar administrativo Marcelo Ribeiro, de 53 de anos. Hoje com 150kg, Marcelo espera mudar de vida depois da cirurgia.

– Esse episódio, assim como não encontrar cadeira no cinema, fez com que eu decidisse mudar. A atitude permitiu que eu chegasse até aqui, a poucas horas de realizar minha cirurgia bariátrica. Com a ajuda dos profissionais do programa, como nutricionista e psicólogo, já perdi 36kg – disse.

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