Sob risco de ser privatizado, Banco do Brasil dá um salto na rentabilidade

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Publicado quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018 as 16:32, por: CdB

Maior banco do país por ativos, o Banco do Brasil anunciou, nesta quinta-feira que seu lucro líquido ajustado somou R$ 3,188 bilhões no quarto trimestre, salto de 82,5% ante mesmo período de 2016.



Por Redação – de Brasilia


Na lista das privatizações possíveis no governo do presidente de facto, Michel Temer, o Banco do Brasil deu sequência ao plano de elevar sua rentabilidade para níveis próximos dos rivais privados. Isso levou a instituição bancária a registrar um salto no lucro do quarto trimestre; apoiado em forte queda das despesas administrativas e com provisões para calotes.

O Banco do Brasil está na lista de empresas pública privatizáveis
O Banco do Brasil está na lista de empresas pública privatizáveis

Maior banco do país por ativos, o Banco do Brasil anunciou, nesta quinta-feira que seu lucro líquido ajustado somou R$ 3,188 bilhões no quarto trimestre, salto de 82,5% ante mesmo período de 2016. O lucro contábil avançou 222,7% a R$ 3,108 bilhões.

Lucro

Refletindo a economia brasileira ainda fraca depois de dois anos de forte recessão, a carteira de crédito do BB fechou 2017 em R$ 681,3 bilhões. Uma queda de 3,8% sobre o ano anterior, puxada sobretudo pela contração de 9,3% nos empréstimos para empresas.

Contudo, o banco seguiu colhendo os frutos da campanha de forte contenção de gastos implementada pelo presidente-executivo Paulo Caffarelli; desde que assumiu em maio de 2016.

Numa frente, a despesa de outubro a dezembro com provisão para perdas esperadas com calotes somou R$ 5,6 bilhões; recuo de 24,7% ano a ano e de 10% ante o trimestre anterior. Foi o menor volume desde o terceiro trimestre de 2015.

Esse movimento acompanhou o índice de inadimplência acima de 90 dias. Este caiu 0,2 ponto sobre o trimestre anterior para 3,74% no trimestre, embora ainda tenha ficado 0,45 ponto acima do último trimestre de 2016.

Ajustes

Além disso, a despesa administrativa, incluindo pagamento de salários, foi de R$ 8,24 bilhões no trimestre, montante 4,4% menor do que um ano antes, na esteira de um ajuste que envolveu o fechamento de 660 agências e um programa de demissão voluntária de quase 10 mil empregados ao longo de 2017.

Por fim, o BB conseguiu um avanço de 6,6% de suas receitas com tarifas, para R$ 6,74 bilhões. O aumento foi de 2,6% contra o trimestre imediatamente anterior.

Com isso, o retorno do BB sobre o patrimônio líquido; que mede como um banco remunera o capital de seus acionistas, deu um salto de 5,3 pontos percentuais contra o último trimestre de 2016. Chegou a 12,5% em termos ajustados. No critério contábil, o salto foi de 9,1 pontos, a 13,6%.

Previsões

Para este ano, o BB previu que terá lucro ajustado de R$ 11,5 bilhões a R$ 14 bilhões; aumento frente aos R$ 11,1 bilhões registrados em 2017. Mesmo com estimativa de fraco crescimento da carteira interna de empréstimos, de 1% a 4%.

Isso porque o BB previu que sua despesa com provisão para perdas com inadimplência, líquida de recuperação; cairá em 2018 para a faixa de R$ 16 bilhões a R$ 19 bilhões, após ter sido de R$ 20,1 bilhões no ano passado.

O banco também previu aumento de 4 a 7% das receitas com tarifas; ritmo superior ao previsto para a evolução das despesas administrativas, de 1 a 4%.

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