Romário será testemunha em caso que investiga ex-presidente do Barcelona

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Publicado quarta-feira, 7 de março de 2018 as 13:46, por: CdB

Por sua vez, a defesa do ex-presidente do Barcelona apresentou um escrito à juíza no qual ressalta a “inimizade manifesta” entre Romário e Rosell

Por Redação, com EFE – do Rio de Janeiro/Madri:

O senador pelo Rio de Janeiro e ex-jogador Romário foi testemunha nesta quarta-feira e prestou depoimento via video conferência à juíza da Audiência Nacional Carmen Lamela, que investiga o ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell por supostamente lavar 6,5 milhões de euros procedentes da venda de direitos de jogos da seleção brasileira.

O senador pelo Rio de Janeiro e ex-jogador Romário

Romário foi citado para depor; depois que a juíza enviou uma comissão rogatória ao Brasil em dezembro do ano passado pedindo seu testemunho; em vista de sua participação na comissão legislativa criada pelo Senado para investigar irregularidades no futebol do país.

Rosell está preso preventivamente desde maio do ano passado e a Audiência Nacional negou várias vezes sua libertação; ao entender que os 400 mil euros oferecidos como fiança não minimizam o “altíssimo” risco de fuga e ao considerar que o ex-presidente do Barcelona esteve “movimentando suas influências para conseguir um refúgio blindado à sua extradição”.

O dirigente é acusado de lavagem de dinheiro e filiação a organização criminosa.

Por sua vez, a defesa do ex-presidente do Barcelona apresentou um escrito à juíza no qual ressalta a “inimizade manifesta” entre Romário e Rosell, que pode provocar uma “falta de objetividade e imparcialidade da testemunha”.

No documento, o dirigente põe em dúvida as possíveis manifestações do ex-jogador, que “acumula múltiplos procedimentos judiciais pelos quais foi investigado e condenado em alguns casos”.

CBF

Rosell considera que Romário aceitou depor porque “deseja se transformar no próximo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF)” e afirma que o relatório da Comissão do Senado teve “pouca aceitação” do Ministério Público; que não iniciou nenhum procedimento para investigar os fatos porque no Brasil não existe o crime de corrupção entre particulares.

Tal comissão foi criada a pedido de Romário, que há anos vem denunciando a corrupção no futebol e; que em diferentes ocasiões se referiu ao ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, também envolvido neste caso de corrupção; e a quem a justiça espanhola não conseguiu localizar; como “corrupto” e “rato”.

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