Rondônia e Amapá pioram nota de crédito e ficam sem empréstimo da União

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Publicado quarta-feira, 14 de agosto de 2019 as 12:07, por: CdB

Na lanterna do rating de crédito, estão Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, os três com nota D

Por Redação, com Reuters – de Brasília

Os Estados de Rondônia e Amapá pioraram sua nota de crédito de B para C em nova avaliação do Tesouro Nacional, que alertou que outros seis Estados — Acre, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná e São Paulo — podem sofrer igual rebaixamento, deixando com isso de integrar o grupo de entes que podem tomar empréstimo com garantia da União.

Em relatório publicado nesta quarta-feira, o Tesouro apontou que apenas o Espírito Santo tem nota A na chamada capacidade de pagamento (Capag), classificação que manteve do ano passado para cá.

Rondônia e Amapá pioraram sua nota de crédito de B para C em nova avaliação do Tesouro Nacional e ficam sem garantia de empréstimo

De 2018 para 2019, o Piauí melhorou sua nota de C para B. Além dele, outros oito Estados também possuem essa avaliação: Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Pará, Paraíba, Paraná e São Paulo. Mas o quadro corre risco de mudar em 2020 em função da deterioração das contas públicas de alguns deles.

Apenas Estados com nota A ou B podem contrair empréstimos garantidos pelo Tesouro.

“Importante destacar que os Estados do Acre, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná e São Paulo estão próximos de perder o seu rating B, pois a relação entre Despesa Corrente e Receitas Correntes já se encontra bem próxima da margem de 95%”, assinalou o Tesouro.

“Para esses Estados, faz-se necessário esforço maior em aumentar a receita e cortar gastos, pois a nota poderá ser rebaixada para “C” já no próximo ano”, completou.

Atualmente, 14 Estados têm nota C. Integram o time Amapá, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

Na lanterna do rating de crédito, estão Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, os três com nota D.

O governo enviou ao Congresso o chamado Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF) para que Estados com nota C possam contrair empréstimos com garantia da União. Em contrapartida, devem escolher três medidas de ajuste fiscal de um cardápio de oito para que criem condições de alcançar a nota B até o fim do mandato do governador atual.

Previdência

O Tesouro ressaltou que a inclusão de Estados e municípios na reforma da Previdência é “fundamental” para a retomada do equilíbrio fiscal dos entes. Originalmente, os governos regionais integravam a proposta do governo, mas acabaram sendo retirados do texto que já foi aprovado em dois turnos pela Câmara dos Deputados.

Agora, discute-se a inclusão de Estados e municípios numa Proposta de Emenda à Constituição (PEC) paralela, de modo a não atrasar a votação da reforma no Senado.

Segundo o relatório desta quarta-feira, o custo do regime de Previdência para os Tesouros estaduais, de acordo com a metodologia do Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF), chegou a R$ 101,3 bilhões em 2018, alta de 8% sobre 2017 e R$ 20,48 bilhões acima dos números apresentados pelos próprios Estados em seus Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária.

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