Roubalheira é tamanha que alguns vices da CEF caem definitivamente

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Publicado quarta-feira, 17 de janeiro de 2018 as 14:22, por: CdB

O hoje presidiário Eduardo Cunha e seu cúmplice Geddel Vieira Lima, na CEF, entram em mais um inquérito da Polícia Federal, com a destituição de seus indicados na diretoria do banco.

 

Por Redação – de Brasília

 

O Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal (CDF) tende a descartar, definitivamente, todos os quatro vice-presidentes do banco que foram afastados de seus cargos por 15 dias. São eles: Deusdina dos Reis Pereira (Fundos de Governo e Loterias); Roberto Derziê de Sant’Anna (Governo), Antônio Carlos Ferreira (área Corporativa); e José Henrique Marques da Cruz, chefe da área de Clientes, Negócios e Transformação Digital.

Diretores da CEF tendem a ser afastados definitivamente; na tentativa de salvar a imagem do banco junto aos clientes

A medida visa, segundo integrantes do conselho, afastar aqueles executivos citados em investigações do Ministério Público Federal (MPF). A possível reintegração dos vice-presidentes citados, de acordo com fontes ouvidas pela mídia conservadora, colocaria sob suspeita a imagem do banco, já desgastada no noticiário; após reveladas as ações dos hoje presidiários Geddel Vieira Lima (MDB-BA), ex-assessor direto do presidente de facto, Michel Temer; e Eduardo Cunha (MDB-RJ). A instituição, aparentemente, vista retomar as regras internacionais de governança.

Corrupção

Caso sejam mantidos os dirigentes suspeitos, a CEF será alvo, imediato, de processos movidos no Banco Central e Na Procuradoria da República no Distrito Federal (PGR-DF), que recomendaram as exonerações. A Lei que dispõe sobre as instituições financeiras prevê que diretores de bancos públicos devem ter reputação ilibada; não podendo pesar contra eles qualquer envolvimento em casos de corrupção e ingerência política na gestão, a exemplo do que ocorre na CEF.

Coube, ainda, ao Conselho, apoiar as investigações internas no banco; tão logo o inquérito da Polícia Federal indicoupossíveis irregularidades na gestão e em operações do banco. O afastamento dos vices foi anunciado pelo presidente Michel Temer na terça-feira, após o BC apontar a necessidade de mudança na direção da CEF.

Após a decisão, o governo informou que o novo estatuto deve ser aprovado na sexta-feira. Presidente da Caixa, Gilberto Occhi disse a jornalistas que a tarefa de exonerar vice-presidentes na Caixa deixa de ser do presidente da República e passa a ser do Conselho de Administração. O documento prevê a necessidade de tornar objetiva a escolha dos 12 vices da Caixa. Atualmente, quase todos são apadrinhados de partidos políticos.

Substitutos

Ainda nesta tarde, a CEF confirmou a nomeação dos substitutos interinos para os quatro vice-presidentes da instituição que foram afastados na véspera pelo governo federal. De acordo com o comunicado, Antônio Carlos Ferreira, vice-presidente corporativo, será substituído por Luiz Gustavo Portela. Valter Nunes ficará no lugar da vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias, Deusdina Pereira.

Ademir Losekann ocupará a vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital, no lugar de José Henrique Marques da Cruz. E o vice-presidente de Governo, Roberto Derziê de Sant Anna, será substituído por Roberto Barros Barreto.

Segundo a Caixa, a substituição vale por 30 dias. Após esse período, “caso haja necessidade, as designações passam a ser de competência do conselho de administração do banco”, afirmou a Caixa no documento.

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