Rússia não pegará empréstimos em dólar até 2021

Arquivado em: Negócios, Últimas Notícias
Publicado sexta-feira, 13 de setembro de 2019 as 10:58, por: CdB

A medida visa ajudar as economias da Rússia e da China a lidar com as tarifas e sanções dos Estados Unidos.

Por Redação, com Sputnik – de Moscou

O Ministério das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, declarou que o país não pegará empréstimos em dólares americanos até 2021.

– Vamos pedir emprestado em outras moedas que não sejam o dólar – declarou Siluanov, na quinta-feira, acrescentando que o país não pegará mais empréstimos em 2019.

Foi revelado que Moscou e Pequim estão trabalhando em uma nova forma de reduzir a dependência do dólar americano

– Este ano não temos planos de pedir mais empréstimos em mercados estrangeiros, temos cumprido o nosso programa e até mesmo o ultrapassamos. No próximo ano, veremos. Provavelmente não será apenas em euros, mas talvez em yuanes [chineses] – afirmou Siluanov.

Em março, o ministério russo emitiu euro-obrigações no valor de € 2,7 bilhões (R$ 12,2 bilhões) com vencimento para 2035. Três meses depois, o departamento financeiro emitiu euro-obrigações adicionais no valor de € 1,37 bilhão (R$ 6,17 bilhões) para vencer em 2029 e € 900 milhões (R$ 4 bilhões) em 2035.

Anteriormente, foi revelado que Moscou e Pequim estão trabalhando em uma nova forma de reduzir a dependência do dólar americano, uma vez que a Rússia planeja emitir o seu primeiro título denominado em yuan.

Lindando com sanções dos EUA

A medida visa ajudar as economias de ambos os países a lidar com as tarifas e sanções dos EUA, além de ajudar a Rússia a ampliar sua lista de credores estrangeiros. Embora os investidores chineses não comprem os títulos denominados em rublo, o lançamento dos títulos em yuan daria uma oportunidade de investir na dívida pública russa.

Em agosto, devido ao crescimento constante das reservas de ouro e de moeda estrangeira, a taxa da dívida pública relativa ao PIB da Rússia se tornou negativa pela primeira vez desde 2014, quando a economia do país foi atingida pelas sanções ocidentais e pelo colapso do mercado petrolífero.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *